“1 fruta que comi na gravidez fez a bebê nascer com intestino pra fora”

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução DailyMail

Pesquisas apontam que o pesticida atrazina, usado no cultivo do abacaxi, aumenta risco do bebê nascer com gastrosquise

Quando a pequena Sofia Cass nasceu imediatamente os médicos tiveram que colocar seus intestinos em um saco plástico para mantê-la viva. Durante a gestação sua mãe Suzanne Burt, 37 anos, já havia sido informada que a menina tinha gastrosquise.

Gastrosquise é uma condição em que há uma má formação na parede abdominal, de modo que há uma abertura na barriga e o intestino e/ou estômago acabam saindo. “Quando eu descobri que ela tinha gastrosquise, no ultrassom de 12 semanas de gestação, eu fiquei destruída. Os médicos me explicaram que este problema era mais comum em mães que fumavam, bebiam ou usavam drogas. Mas eu não fazia nada disso! Sempre fui muito saudável e não conseguia entender porque aquilo ocorreu com a minha filha. Mas ao invés de entrar em pânico, eu comecei a pesquisar sobre o assunto”, contou Suzanne em entrevista ao jornal britânico DailyMail.

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E foi quando ela descobriu algo surpreendente. De fato, diversas pesquisas sobre gastrosquise têm relacionado o problema à um pesticida muito usado em todo o mundo, inclusive no Brasil: a atrazina. Um dos estudos mais recentes sobre o assunto, publicado na revista científica Maternal and Child Health Journal e feito com mais de 9.551 bebês e suas mães descobriu que em mulheres com mais de 25 anos o risco do bebê ter gastrosquise aumenta se a mãe ingere ou é exposta a grandes quantidades de atrazina na gestação.

Ocorre que a atrazina é um pesticida muito utilizado no cultivo do abacaxi. “Eu passava muito tempo em fazendas por causa do meu trabalho e eu tive muito desejo por abacaxi na gestação, então comi muito desta fruta. Apesar de ter cuidado muito da minha saúde na gestação, eu não comi nada orgânico, então faz todo o sentido que esse pesticida tenha causado a gastrosquise da minha filha”, afirma Suzanne.

É importante ressaltar que apesar dos estudos e dos hábitos alimentares de Suzanne ainda não é possível ter certeza de que a atrazina presente no abacaxi de fato aumenta o risco da gastrosquise no bebê.

Devido à condição, a pequena Sofia precisou nascer antes do tempo. Suzanne foi submetida à uma cesárea de emergência seis semanas antes da data prevista para o parto. E assim que veio ao mundo a pequena Sofia já começou a lutar por sua vida. Ela precisou ficar internada por cinco semanas para que os médicos conseguissem colocar boa parte do intestino para dentro de sua barriga. Além disso, no meio do tratamento, a bebê ainda contraiu sepse e quase morreu.

Mas a bebê conseguiu se recuperar e hoje está em casa, mas ainda tem um longo tratamento pela frente, já que não foi possível colocar todo o intestino para dentro da barriga durante sua internação no hospital. “Ela é a minha pequena guerreira e tenho certeza que vai conseguir se curar completamente”, conclui Suzanne.

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