Amamentação prolongada: tire suas dúvidas

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Entenda os benefícios da amamentação prolongada e quando é o momento de parar

A amamentação prolongada ocorre após um ano de idade e oferece uma série de benefícios para o bebê. “Proporciona calorias e vitaminas, aconchego, é mais digerível nas doenças, nas viagens e passeios facilita também e na mãe evita as menstruações e cólicas decorrentes dela”, conta o pediatra e neonatologista Jorge Huberman.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses de vida e complementar até os dois anos ou mais. Após os dois anos, os benefícios da amamentação continuam. “A Unicef aponta estudos que no segundo ano de vida, 500 ml de leite materno fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% de proteína e 31% do total de energia que uma criança precisa diariamente e outros que mostram que depois dos 2 anos, o leite materno ainda é uma importante fonte de nutrientes”, conta a médica de família e comunidade Denize Ornellas, membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

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Na amamentação prolongada, as mamadas podem ocorrer pela manhã e a noite. “Evite substituir refeições pela amamentação”, diz Jorge Huberman. Saiba quais e o quanto de cada alimento oferecer ao bebê após os seis meses de vida.

Até quando amamentar? 

Não há uma regra para o fim da amamentação prolongada. “Então, a partir dos 2 anos, a amamentação pode prosseguir se mãe e filho desejarem, e o desmame deve acontecer por decisão da mãe ou de forma natural quando a criança não manifestar mais vontade de mamar”, afirma Denize Ornellas.

Assim, a mãe e o filho devem se sentir bem com a amamentação prolongada. “De modo que ela não deve se manter amamentando mesmo que o bebê queira e ela não. Como o desmame não pode ser forçado por ‘imposição social’ ou ‘recomendação médica’, a mulher também não deve se ‘sentir obrigada’ a amamentar”, explica Denize Ornellas.

É importante que os profissionais de saúde apoiem a decisão da mãe. “Isto porque muitas vezes a mulher é constrangida pela sociedade com o mito dos ‘prejuízos psicológicos’ que estaria atrapalhando a independência do filho, o que não é verdade pois os estudos apontam o contrário: bebês amamentados tornam-se mais seguros e confiantes para interagir e se desenvolver”, observa Denize Ornellas.

Por outro lado, a mãe deve se sentir bem com esse prolongamento e não deve se manter amamentando mesmo que o bebê queira e ela não. Assim como o desmame não pode ser forçado por “imposição social” ou “recomendação médica”, a mulher também não deve se “sentir obrigada” a amamentar.

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