Após quase perder bebê pra coqueluche, advogada pede que mães se vacinem

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução

A advogada Flávia Sampaio, mulher de Eike Batista, participa de campanha para vacinação contra coqueluche

Um momento que deveria ser de imensa alegria, se transformou em um pesadelo para a advogada Flávia Sampaio e o empresário Eike Batista. Isto porque em 2013 Flávia contraiu coqueluche e acabou passando a doença para o filho do casal, que na época tinha apenas 40 dias de vida.

O bebê precisou passar dias internado na UTI, mas conseguiu se recuperar e hoje é um menino saudável. Mas este difícil momento poderia ter sido evitado se Flávia tivesse se vacinado contra a coqueluche.

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Por isso, Flávia decidiu apoiar uma campanha de vacinação de adultos contra a coqueluche para que outras mães não passem pelo mesmo que ela. “É importante se vacinar para prevenir esse grande trauma e sofrimento. Bebês abaixo de 6 meses que ainda não completaram o esquema básico de vacinação têm mais risco de adquirir coqueluche. A prevenção da família é importante. Família protegida, protege o bebê”, disse Flávia em suas redes sociais.

A vacina contra coqueluche

A vacina que protege os adultos contra a coqueluche é a tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa). Esta vacina tem como objetivo imunizar não só contra a coqueluche, mas também contra o tétano e difteria. É orientado que todas as pessoas que convivem bastante com bebês menores de dois anos, como pais, irmãos, avós, tios, babás, entre outros, estejam com essa vacina em dia.

Saiba que a coqueluche é uma das doenças que mais mata bebês. E as pesquisas apontam que ela geralmente é transmitida ao bebê por um familiar. Por isso, vacinar as pessoas que mais convivem com o pequeno é uma ótima forma de evitar que ele entre em contato com o vírus, além de vacinar o próprio bebê, é claro.

Coqueluche é uma doença respiratória que compromete o aparelho respiratório. A doença inicia-se com leves sintomas que surgem de 07 a 14 dias após o contágio. Estes sintomas, que podem confundir-se com uma gripe, são: febre baixa, coriza, mal estar e uma tosse seca. A doença é transmitida por contato direto com secreção de indivíduo doente como gotas de saliva lançadas ao ar ou por objetos contaminados. É uma doença que tem risco para criança abaixo de 6 meses de vida pois podem apresentar complicações tais como: convulsões, alterações neurológicas, desidratação e etc.

Esquema de doses da vacina

O esquema de doses dessa vacina para adultos e crianças é o seguinte:

  • Pode ser usada para a dose de reforço prevista para os 4-5 anos de idade.
  • Recomendada para o reforço na adolescência.
  • Recomendada para os reforços em adultos e idosos.
  • Para crianças com mais de 7 anos, adolescentes e adultos que não tomaram ou sem registro de três doses de vacina contendo o toxoide tetânico anteriormente, recomenda-se uma dose de dTpa seguida de duas ou três doses da dT.
  • As gestantes devem receber uma dose de dTpa, a cada gestação entre a 27a e a 36a semana de gestação. Quando não vacinadas durante a gravidez, devem receber uma dose da vacina o mais precocemente após o parto (de preferência ainda na maternidade).

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de doença aguda com febre alta, a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Se ocorrer uma reação local muito intensa (Arthus), é importante observar o intervalo de dez anos após a aplicação da última dose da vacina para se administrar a dose de reforço.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Em crianças com até 9 anos podem ocorrer: irritabilidade, sonolência, reações no local da aplicação (dor, vermelhidão e inchaço) e fadiga em mais de 10% dos vacinados. Até 10% podem manifestar falta de apetite, dor de cabeça, diarreia, vômito e febre. Distúrbios da atenção, irritação nos olhos e erupção na pele são incomuns – acometem apenas 0,1% a 1% dos vacinados.
  • Mais de 10% das crianças a partir de 10 anos, adolescentes e adultos experimentam dor de cabeça, reações no local da aplicação (dor, vermelhidão e inchaço), cansaço e mal-estar. Em até 10% acontecem tontura, náusea, distúrbios gastrintestinais, febre, nódulo ou abscesso estéril (sem infecção) no local da aplicação. São incomuns (entre 0,1% e 1% dos vacinados) sintomas respiratórios, faringite, aumento dos gânglios linfáticos, síncope (desmaio), tosse, diarreia, vômito, transpiração aumentada, coceira, erupção na pele, dor articular e muscular e febre acima de 39ºC.
  • A anafilaxia ocorre com menos de 0,01% das pessoas; inchaço generalizado, convulsões, urticária e fraqueza muscular com 0,01% a 0,1% dos vacinados.
  • A experiência com o uso da vacina sugere que há um pequeno aumento do risco de eventos adversos locais com a vacinação em doses repetidas e próximas (esquema de três doses em seis meses) em adultos com mais de 40 anos, bem como na dose de reforço das crianças (a partir de 10 anos de idade).

Onde encontro essa vacina?

Infelizmente, a dTpa só está disponível na rede pública para gestantes e profissionais de saúde. De modo que para as outras pessoas ela pode ser adquirida na rede privada de vacinação.

Veja as vacinas que as mães de bebês precisam tomar aqui.

Fontes consultadas:

Centro de Controle de Doenças do Governo dos Estados Unidos

Sociedade Brasileira de Imunizações

Fundação Oswaldo Cruz

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