Descobertas atitudes dos pais modernos que podem prejudicar os bebês

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Elas influenciam desde o desenvolvimento do cérebro até a personalidade e a moral do pequeno

A qualidade de vida dos jovens está piorando, especialmente em comparação com 50 anos atrás. É o que aponta um estudo da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Os pesquisadores acreditam que o problema está relacionado com a maneira como os bebês têm sido criados nos dias atuais, que estaria prejudicando o desenvolvimento do cérebro e da moral dos pequenos. “Práticas ruins como optar pela fórmula ao invés do leite materno e a crença de que responder muito rapidamente às necessidades do bebê vai acabar deixando-o mimado têm se tornado comuns em nossa cultura”, observa a psicóloga Darcia Narvarez, professora de psicologia da Universidade de Notre Dame, especializada em desenvolvimento moral das crianças.

O estudo apontou que práticas antigas que eram muito comuns na criação dos bebês e crianças contribuem para o desenvolvimento do cérebro, o que favorece a melhor formação da personalidade, da saúde física e da moral dos pequenos.

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Algumas destas práticas antigas e benéficas apontadas pelos pesquisadores da Universidade de Notre Dame são: amamentar o seu bebê, especialmente por livre demanda, responder prontamente quando o seu bebê chora, carregar no colo e tocar constantemente no seu bebê, ao invés de deixá-lo em carrinhos, cadeirinhas para auto, entre outros e contar com o apoio de um grupo de pessoas (familiares e amigos) para a criação do bebê.

Pesquisas anteriores também já haviam mostrado que essas práticas do passado favorecem os bebês. Um estudo, por exemplo, descobriu que responder prontamente ao choro do bebê ajuda o pequeno a desenvolver sua consciência.

Enquanto manter seu bebê mais tempo no colo, ao invés de carrinhos, berço ou cadeirinhas para auto, melhora a empatia e a reação do pequeno ao estresse. É importante deixar claro que quando estiver em um veículo em movimento o bebê deve ficar na cadeirinha para auto e não no colo.  O problema está em deixar o pequeno acordado na cadeira para auto em casa ou em outros locais, ao invés de ficar com ele no colo.

Já contar com o apoio de um grupo de pessoas para cuidar do bebê, ao invés da mãe e pai sozinhos, ajuda o pequeno a ter um QI melhor, a lidar melhor com problemas e aumenta sua empatia.

Os pesquisadores acreditam que a ausência destes cuidados do passado favoreceu para a epidemia de crises de ansiedade e depressão e aumento das taxas de agressividade entre os norte-americanos. E também para a diminuição da empatia, da compaixão e do comportamento moral que foram observados na pesquisa da Universidade de Notre Dame.

É importante destacar que o oferecer a fórmula mencionado neste estudo se refere às mães que optam pela fórmula ao invés do leite materno e não àquelas que não conseguiram amamentar e por isso tiveram que utilizar a fórmula. Veja cuidados na hora de oferecer a fórmula para o bebê que farão com que os laços entre mãe e filho não sejam afetados pela falta de amamentação aqui.

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