O que o bebê consegue enxergar que é invisível para os adultos

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Ao contrário dos adultos, os bebês conseguem enxergar algumas coisas independente da iluminação

Entre os três e quatro meses de vida, quando a visão ainda está em desenvolvimento, seu bebê consegue enxergar algo que é invisível para os adultos. Por volta dos cinco meses de vida os bebês perdem essa capacidade.

Essa capacidade foi observada por uma pesquisa da Chuo University, no Japão, realizada com 42 bebês com idades entre três e oito meses. Os pesquisadores notaram que entre os três e quatro meses de vida o bebê tem a capacidade impressionante de notar as diferenças entre imagens de acordo com a iluminação. Os adultos já não possuem mais essa capacidade.

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Na verdade, por volta dos sete aos oito meses os bebês já não conseguem ver isso e passam a conseguir notar se uma superfície é brilhante ou fosca. Esta capacidade irá durar até a vida adulta.

Para que você consiga entender melhor o que o seu bebê consegue ver, que é invisível para os adultos, confira este exemplo:

cubo-visão

Nos dois cubos abaixo, os quadrados são vermelhos em ambos os cubos aos olhos um adulto. Porém, na verdade os quadradinhos do cubo com filtro amarelo são laranjas e não vermelhos. Enquanto os do cubo azul são roxos e não vermelhos. E seu bebê consegue notar essa diferença.

Confira outro exemplo na imagem a seguir. Para os adultos, as imagens A e B são as mais similares. Porém, na realidade as duas imagens mais parecidas são B e C e o seu bebê é perfeitamente capaz de perceber isso aos 3 e 4 meses de vida.

caracol-visão

Com o tempo o bebê perde essa capacidade porque passa a desenvolver a habilidade de reconhecer as coisas como iguais independente da iluminação. Perder essa habilidade na verdade foi muito importante para a evolução da humanidade. Imagine só: se perder em um caminho porque a iluminação mudou ou mesmo não reconhecer um amigo porque está mais escuro ou mais claro.

Fonte consutada:

Artigo elaborado com informações da revista Scientific American.

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