Produtos de bebê que na verdade fazem mal para o bebê

Por: Bruna Romanini

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Foto: Getty Images

Veja quais os produtos de bebê que na realidade são prejudiciais para o bebê e podem causar problemas de saúde

Existem alguns produtos de bebês que na verdade não fazem bem para o bebê. A seguir, te contamos quais são esses produtos e explicamos quais os seus problemas:

Talco

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O talco não é mais orientado para a troca de fraldas. Além disso, diversas pesquisas apontam a relação entre o talco e o câncer. A Sociedade Americana de Câncer, um dos órgãos mais importantes sobre o assunto, se posicionou sobre a possível relação entre câncer e talco. A Sociedade afirma que primeiro é necessário separar os dois tipos de talco existentes. Isto porque no passado, o talco usado continha asbestos, e esta substância de fato é muito conhecida por causar câncer.

Porém, o talco comercializado atualmente não possui esta substância. E a dúvida está justamente se este talco comercializado atualmente aumenta o risco de câncer ou não. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer ainda não é possível ter certeza se o talco atual aumenta o risco de câncer ou não.

Isto porque os estudos realizados sobre o assunto tiveram resultados diferentes. Enquanto alguns afirmam que o talco aumenta sim o risco de câncer no ovário, uma vez que entra em contato com os genitais das mulheres, outros pesquisadores apontaram que esta relação não existe.

Então, a Sociedade Americana de Câncer afirma que ainda são necessários mais estudos para se compreender exatamente a relação entre talco e câncer. Mas, diante da falta de informação sobre o assunto, a Sociedade diz que as pessoas preocupadas com a questão, podem evitar ou reduzir o uso de talco, até que mais estudos sejam feitos.

Lencinho umedecido

O lencinho umedecido não é proibido, porém é interessante evitar usá-lo nas trocas de fraldas do dia a dia e optar por ele apenas quando estiver fora de casa. Isto porque os lencinhos umedecidos contam com muitos químicos, então a melhor alternativa é o algodão com água morna filtrada.

Além disso, uma pesquisa publicada na revista científica Pediatrics alertou sobre riscos do uso de lenços umedecidos. A dermatologista Mary Wu Chang, autora da pesquisa, observou que seis crianças desenvolveram dermatite de contato devido ao uso de lenços umedecidos.

A dermatite de contato é uma reação inflamatória que acontece na pele após contato com alguma substância. Isto leva a erupção cutânea, coceira, vermelhidão e descamação. No caso dessas seis crianças, a pesquisa descobriu que duas substâncias chamadas methylchloroiso thiazolinone e methyliso thiazolinone, presentes nos lenços umedecidos, causaram a dermatite de contato.

Quando essas seis crianças pararam de usar os lenços umedecidos, a alergia acabou. Diante dessas descobertas, a autora do estudo Mary Wu Chang defende que caso as crianças ou bebês que usem lenços umedecidos apresentem dermatite de contato é importante realizar um teste para saber se elas são alérgicas a methylchloroiso thiazolinone e methyliso thiazolinone. E caso sejam, o uso dos lenços umedecidos e outros produtos que contenham essas substâncias deve ser interrompido imediatamente.

Protetor de berço

O protetor de berço aumenta o risco de morte súbita do bebê. Segundo a Academia Americana de Pediatria, os protetores de berço favorecem o risco de asfixia e estrangulamento dos bebês. Isto porque o bebê pode se virar durante a noite e ter a respiração bloqueada por esses protetores. Além disso, há o risco dos protetores caírem em cima do bebê, caso não estejam bem presos. Os pediatras também afirmam que não há nenhuma evidência de que os protetores de berço evitam lesões. Saiba mais sobre o assunto aqui.

Travesseirinho e cobertor

Usar tanto o travesseiro quanto o cobertor no bercinho do seu bebê não é orientado. Isto porque ambos os itens aumentam o risco de sufocamento do bebê. O travesseiro realmente não é necessário para os bebês. Quanto ao cobertor, é melhor colocar camadas extras de roupas no seu bebê do que usar o cobertor, caso esteja muito frio e você realmente considerar o cobertor necessário, certifique-se de prender o cobertor embaixo do colchão e deixar os bracinhos do bebê para fora do cobertor.

Andador

O andador é considerado perigoso tanto pela Sociedade Brasileira de Pediatria quanto pela Academia Americana de Pediatria. Os riscos do andador são diversos. Quando o bebê está no andador ele fica mais suscetível a quedas, tombamentos em escadas e pequenos degraus e chega mais rápido aos itens de risco como fogões, tomadas, produtos químicos, entre outros. Afinal, quando estão no andador, os bebês têm velocidade de 1 metro por segundo.

Além disso, o andador impede a exploração do espaço, faz com que os bebês tenham menos estímulos dos pais e ainda pode afetar negativamente o desenvolvimento motor e cognitivo.

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), realizou um teste com 10 marcas de andadores infantis e constatou problemas nos produtos, especialmente no quesito prevenção de quedas, em que todos foram reprovados.

Berço com lateral móvel

Os berços com laterais móveis oferecem grandes riscos para os bebês. Isto porque após certo tempo de uso essas laterais móveis tendem a sofrer um desgaste e podem se soltar, aumentando o risco do bebê cair do berço ou ficar preso nesse espaço que se abriu.

Este tipo de berço é tão perigoso que já teve sua venda proibida nos Estados Unidos, após causar uma série de acidentes graves com os bebês. No Brasil, o Inmetro já reconhece que os berços de laterais móveis são perigosos para o bebê, porém a comercialização deste produto ocorrerá até fevereiro de 2019, ou seja, esses berços ainda são vendidos normalmente nas lojas.

Caso você já tenha comprado este tipo de berço e não queira ou não possa se desfazer dele, existem algumas soluções para prevenir acidentes. Você pode colocar o lado do berço com a grade móvel encostado contra a parede ou pregar essa grade móvel.

Fontes consultadas:

Sociedade Brasileira de Pediatria

Inmetro

Academia Americana de Pediatria

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