Aula de natação para bebês: benefícios e cuidados

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Entenda a importância da aula de natação para os bebês e os cuidados necessários ao praticar

As aulas de natação para bebês proporcionam uma série de benefícios. “A atividade pode auxiliar e estimular o desenvolvimento motor e cognitivo do bebê. Os exercícios praticados na água proporcionam relaxamento, fortalecimento da musculatura e trabalham o equilíbrio e a coordenação motora, auxiliando no processo de aprender a engatinhar e andar”, explica a pediatra Renata Castro, do Núcleo Avançado de Ensino em Saúde da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo.

As aulas de natação para bebês ainda melhoram a postura, proporcionam noções de espaço e tempo, preparam a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, melhoram o condicionamento respiratório, a qualidade do sono e estimulam o apetite. “Alguns artigos citam também melhora nas doenças respiratórias com a prática da natação”, diz Renata Castro.

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O vínculo entre os pais e o bebê também é estimulado. Afinal, um dos pais sempre acompanha os pequenos durante as aulas. “Quando as aulas de natação têm música, a memória também é exercitada, ocorre o aumento do vocabulário do bebê, tornando a atividade ainda mais recreativa e lúdica”, orienta Renata Castro.

Quando começar as aulas de natação

O ideal é que os bebês comecem as aulas após um ano de vida. Isto porque antes desta idade, o bebê pode engolir muita água e acabar sofrendo intoxicação por água, saiba mais sobre este problema aqui.

Após os seis meses, começa também a fase do desenvolvimento social e cognitivo, que pode ser estimulado com as aulas em grupo. Contudo, saiba que o pequeno pode não se adaptar às aula de natação e é importante que os pais fiquem atentos à isso.

Cuidados antes, durante e depois das aulas de natação

Primeiramente, é importante observar a qualidade e confiabilidade da escola de natação. “Deve-se estar atento às condições de higiene do ambiente, tanto das piscinas quanto dos vestiários. As piscinas devem estar aquecidas com temperatura entre 28 e 32 graus, com ph entre 7,2 e 7,8”, conta Renata Castro.

O tratamento da água deve ser preferencialmente por ionização ou salinização, para evitar o uso excessivo de cloro. De preferência optar por locais com piscinas cobertas, para evitar exposição solar excessiva, chuvas e ventos.

Não deixe que o bebê fique em jejum prolongado antes das aulas, mas também procure alimento no máximo até uma hora antes de entrar na piscina. “Se o bebê tiver dermatites graves ou algum outro problema de pele é melhor evitar a piscina. No caso de otites de repetição, a natação também deve ser evitada. Consulte sempre seu pediatra antes de iniciar qualquer atividade. Não leve a criança à piscina se ela estiver doente, mesmo que seja só um resfriado, o ideal é repousar”, diz Renata Castro.

Ao longo das aulas é importante que os pais observem os movimentos e reações do filho e brinquem junto. “Por estar molhado, o bebê pode ficar escorregadio, portanto, no início é preciso um cuidado maior até que os pais e o bebê sintam-se seguros na atividade”, observa Renata Castro. As aulas de natação podem ser uma forma de estimular a confiança entre pais e bebê.

Uma opção interessante quando o bebê estiver na piscina são fraldas especiais que não incham na água, mas elas não são obrigatórias.

Durante as aulas evite deixar a cabeça do bebê embaixo da água. Além disso,  a Academia Americana de Pediatria recomenda que SEMPRE que o bebê estiver na água ou perto dela o cuidador deve estar de olho no pequeno e seguir o conceito de “Touch supervision (algo como supervisão a um toque em inglês)”. Isto significa que o cuidador não deve ficar mais de um braço de distância do bebê.

Após o término da aula, seque bem a criança com a toalha e tente dar um banho para evitar o contato prolongado com o cloro ou demais produtos de tratamento da água. “Oferecer um suco de fruta ou uma fruta é interessante para repor as energias gastas no exercício, se a mãe ainda amamentar, pode oferecer o seio também. A natação pode deixar o bebê com fome”, conta Renato Castro.

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