Bebê de 3 meses: a fase das mudanças

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Saiba tudo sobre a crise dos 3 meses, as mudanças nesta fase e como lidar com isso. E veja mais sobre bebê de 3 meses:

O bebê de 3 meses passa por muitas mudanças nesta fase, o que acaba gerando a crise dos 3 meses. Entenda por que essas mudanças ocorrem, que mudanças são essas e como lidar com elas.

As causas da crise dos 3 meses

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Com o tempo, o seio da mãe se enche e elimina o leite com mais facilidade e o bebê suga mais intensamente. Por isso, a sucção fica mais eficaz e o tempo de mamada pode diminuir sensivelmente.

Desta forma, ao contrário do que a mamãe possa pensar, o bebê não está mamando menos. Tanto que, quer a amamentação seja por livre demanda, que é o ideal, ou não, o intervalo das mamadas se mantém ou até aumenta.

Além disso, aos 3 meses o bebê começa a enxergar melhor e quem ele vê? Sua mãe. E isto se torna divertido para ambos! Assim, o bebê começa a ter a percepção que ele não é parte da mãe, mas sim um ser diferente dela, muito próximo dela, mas não é parte dela. Ou seja, o bebê tem a percepção do primeiro outro: sua mãe.

Os problemas que ocorrem aos 3 meses

Diante destas mudanças, o enchimento dos seios não é mais tão intenso e o ganho de peso também diminui de ritmo. Estes acontecimentos podem deixar as mães preocupadas e algumas podem até chegar a introduzir fórmulas da dieta do bebê.

Contudo, neste momento o que deve ser feito é levar o bebê ao pediatra e uma vez constatado que está tudo bem com o pequeno, não é necessário o uso de fórmulas. Afinal, se um bebê que nasceu com 3 kg, a média de peso, ganhar 1 kg todos os meses, ao final de 1 ano ele estará pesando 15 kg. A média de peso esperada para 1 ano de idade é de 9 kg, segundo a mais recente tabela de 2006 da Organização Mundial de Saúde. Assim, em 1 ano esse bebê tem que ganhar 6 kg. E se nos primeiros 3 meses ele ganhou 2 a 3 kg, sobram 3 a 4 kg para ele ganhar nos próximos 9 meses. Assim, fica matematicamente comprovado que o bebê deve diminuir, e muito, seu ganho de peso mensal para que ele não inicie, desde muito cedo, um processo de obesidade infantil. Saiba mais sobre o ganho de peso do bebê aqui. 

Mas, se durante o dia, essa situação nova, apesar de incomodar um pouco a mãe, é solucionada com o tempo e com as consultas e explicações do pediatra, as noites podem não ser tão inofensivas assim.

Isto porque o bebê passa a acordar com muita frequência e só se acalma quando a mãe vai vê-lo. As mães podem achar que é somente fome, mas não é bem assim. O bebê vai sugar, sempre que o seio for oferecido, mesmo sem fome, porque isso representa estar novamente de volta à segurança do primeiro trimestre, quando mãe e bebê eram um só. Mas agora ele já sabe que são seres diferentes.

A consciência de que existe um ambiente visível, audível e palpável, além do olhar e do seio materno pode, por exemplo, distraí-lo durante uma mamada. Como se concentrar se há tantos estímulos, tanto para conhecer?

Como superar a crise dos 3 anos

Em média após 15 dias, a rotina tende a se restabelecer e todos poderão retomar a vida noturna de antes, com um sono mais contínuo, sem a necessidade de medidas drásticas. Mas é importante que a mãe tenha a consciência de que isso é transitório e conte com o apoio da família. Também é interessante que a mãe entenda que nesta fase é realmente ela quem tem que atender esses choros noturnos do bebê.

Saiba mais sobre bebê de 3 meses aqui.

Especialistas consultados para esta matéria

Pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da SBP e da SPSP.

Pediatra Ana Cristina Zollner, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Pediatra Yechiel Moises Chencinski membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

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