Desenvolvimento social do bebê nos primeiros três meses

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Saiba o que muda na interação do pequeno com os pais, outros familiares e demais adultos

No segundo mês de vida, seu bebê vai passar boa parte do tempo vendo e ouvindo as pessoas ao seu redor. Ele sabe que essas pessoas ao seu redor vão entretê-lo, alimentá-lo, fazer com que se sinta confortável e muito mais.

O bebê se sente bem quando a mãe sorri para ele e parece saber instintivamente que pode sorrir também. Até mesmo durante o primeiro mês, o pequeno vai fazer sorrisos e caretas. Depois, durante o segundo mês, estas atitudes vão se tornar sinais genuínos de prazer e amizade.

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Uma vez que o bebê começa a sorrir, ele percebe que isso fará com que ele tenha ainda mais atenção e o pequeno vai se sentir bem com tudo isso. Sorrir também vai dar ao bebê maior controle sobre sua comunicação, agora além do choro o pequeno também poderá se expressar por meio do sorriso.

Quanto mais o bebê sorrir e interagir de outras formas com o mundo ao seu redor, não apenas seu desenvolvimento cerebral vai melhorar, mas ele ficará distraído de sensações internas, como gases, cólicas, entre outras, que antigamente influenciavam a maior parte de seu comportamento.

O aumento da socialização do bebê é uma prova de que ele está apreciando essas novas experiências. Expandir seu mundo com essas novas experiências não apenas é divertido para o bebê, mas também é essencial para o desenvolvimento do pequeno.

No começo, seu bebê vai parecer sorrir, mas ao fazer isso não irá olhar diretamente para você. Não deixe isso te abalar. Desta forma o bebê consegue prestar atenção igualmente na expressão facial dos pais, ao som da voz e ao calor deles e a maneira como é carregado por eles. Conforme pais e filho se conhecem mais, o pequeno vai gradualmente olhar mais fixamente para os pais.

Aos três meses, seu bebê vai dominar o poder de se comunicar por meio do sorriso. Às vezes o bebê vai começar a “conversa” com um sorriso para chamar a atenção. Outras vezes o bebê vai ficar observando o rosto dos pais, aguardando que eles darem os primeiros sorrisos e depois irá sorrir em retorno.

O corpo todo do bebê vai participar dos diálogos. As mãos do bebê vão abrir, os bracinhos vão se erguer, e as mãos e pernas do bebê vão se mexer de forma rítmica conforme os pais falam. Os movimentos faciais dos bebês também vão se espelhar no dos pais. Conforme a mãe fala, o bebê vai abrir os olhos e a boca e se você mostrar a língua, o pequeno pode mostrar também.

Claro que o bebê não vai agir de forma tão amigável com todos. Como os adultos, seu pequeno vai preferir certas pessoas do que outras. E suas pessoas preferidas, naturalmente serão seus pais. Entre três e quatro meses, seu bebê ficará intrigado por outras crianças. Se ele tiver um irmão ou irmã, ele certamente prestará bastante atenção neles. Ao ouvir a voz de crianças ao vivo ou na televisão, o bebê pode se virar em direção ao som. Essa fascinação com as crianças vai aumentar conforme ele cresce.

Avós e outros familiares vão receber sorrisos hesitantes no começo, mas depois o pequeno ficará mais receptivo, conforme o familiar brinca com ele.  Contudo, estranhos não receberão mais do que olhares curiosos. Este comportamento seletivo mostra que desde o começo, o pequeno irá diferenciar quem é quem em sua vida. Não há dúvidas de que o pequeno fica mais atraído pelas pessoas mais próximas dele.

Fonte consultada:

Academia Americana de Pediatria

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