Descolamento prematuro da placenta: saiba tudo sobre

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Saiba tudo sobre o descolamento prematuro da placenta, complicação que afeta a saúde da mãe e do feto

O descolamento prematuro da placenta ou placenta abrupta é caracterizado pelo desprendimento parcial ou total da placenta antes do nascimento do bebê. Este problema pode ocorrer em qualquer fase da gestação. “A complicação acontece entre 2 e 5% das gravidezes e é mais comum nas 12 últimas semanas de gestação”, explica o ginecologista obtetra Jurandir Piassi Passos, especialista em medicina fetal do Lavosier Medicina Diagnóstica.

Sintomas do descolamento de placenta

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Os principais sintomas do descolamento de placenta são: dor abdominal intensa, acompanhada de uma contração uterina prolongada e presença de sangramento vaginal de volume variado, quanto mais intenso for o sangramento, maiores são os riscos tanto para a mãe quanto para o feto.

Problemas que podem ocorrer

O descolamento de placenta pode ter consequências sérias para a mãe e o bebê. “O descolamento de parte ou da totalidade da placenta tem como consequência a perda de área de troca de nutrientes e oxigenação entre a mãe e o bebê, o que pode levar a um sofrimento fetal agudo ou até mesmo ao óbito fetal se a área descolada for muito grande, pois o bebê perde a sua fonte de oxigenação e acaba morrendo”, conta Piassi.

Caso a área do descolamento seja grande, as chances da gestante ter uma perda sanguínea intensa são altas. “o que pode levar a mãe a ter um quadro de choque hipovolêmico e correr risco de óbito também, pois pode desencadear quadros associados à hemorragia maciça, como a CIVD (Coagulação Intravascular Disseminada), com alto grau de mortalidade”, afirma Piassi.

Tratamento

O tratamento do descolamento da placenta varia de acordo com a extensão do descolamento. “Se for uma área pequena, apenas na borda placentária, o uso de medicações que inibam as contrações, repouso e o controle de sua evolução podem conter o quadro e sem necessidade de interrupção da gestação. Algumas vezes, pequenas áreas de descolamento placentário podem formar ‘coágulos’ que acabam atuando como fontes estimuladoras de contrações e a paciente pode cursar toda a gravidez com a presença de contrações leves que tornam necessário o uso de medicações e repouso para controle desse quadro”, observa Piassi.

Ema casos de descolamento de grandes áreas, em que há o risco tanto materno quanto fetal, a interrupção da gestação é necessária.

Prevenção

Não há uma causa específica para a ocorrência do descolamento da placenta. “Mas alguns fatores associados à gestação podem facilitar o descolamento prematuro da placenta, tais como: hipertensão arterial materna, inserção baixa da placenta, grande quantidade de líquido amniótico (polihidrâmnio), traumas abdominais como em acidentes de carro, por exemplo, idade materna avançada e tabagismo”, diz Piassi.

Caso a gestante apresente um desses fatores de risco é importante controla-los, como no caso da hipertensão, ou abandoná-los, como no caso do cigarro. Isto irá prevenir o surgimento do descolamento de placenta.

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