Microcefalia: tire todas suas dúvidas

Por: Elva Vieira – Assessora de Imprensa do Hospital Infantil Sabará

Foto: Getty Images

Entenda quais as causas, diagnóstico e relação entre Zika Vírus e microcefalia

Temos acompanhado em noticiários sobre o surto de microcefalia que tem assolado recém-nascidos devido ao zika vírus que as mães contraíram durante a gestação. Esta situação tem deixado muitas mães e futuras mães assustadas.

Crianças que nascem com o tamanho da cabeça menor do que as crianças da mesma idade têm grandes chances de ter microcefalia, uma condição neurológica considerada rara. Segundo o Dr. Setúbal do Hospital Infantil Sabará, o Zika Virus é transmitido pelo Aedes aegypti (o mesmo mosquito transmissor da dengue). Este vírus causa reações como pouca febre, algumas coceiras e manchinhas vermelhas pelo corpo.

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Crianças com microcefalia

Não é só o tamanho da cabeça, existem outros problemas de desenvolvimento são desencadeados por conta desta condição neurológica. No caso da microcefalia, os problemas de desenvolvimento variam de acordo com cada caso. Algumas crianças apresentam apenas a diferença na circunferência da cabeça, mas dependendo da gravidade do problema, as complicações podem incluir atrasos no desenvolvimento neuromotor, problemas de coordenação e equilíbrio, nanismo ou baixa estatura, distorções faciais, hiperatividade e até mesmo retardo mental.

Não há cura para a microcefalia, mas existem intervenções precoces que podem ajudar no desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida dessas crianças, como a fonoterapia e a terapia ocupacional.

Causas

Existem fatores ambientais que contribuem para o aparecimento da microcefalia ainda no útero da mãe, mas também existem os fatores genéticos. Veja algumas causas para o surgimento da microcefalia em bebês:

Craniosinostose: As placas ósseas que formam o crânio criam uma fusão prematura das articulações, que compromete o tamanho da caixa craniana, impedindo o cérebro de crescer normalmente. Geralmente neste caso, o bebê se submete a uma cirurgia no crânio para permitir seu crescimento.

Síndrome de Down: A Síndrome de Down e outras anormalidades cromossômicas podem contribuir para o desenvolvimento da microcefalia.

Anóxia Cerebral: Quando há a diminuição do fornecimento de oxigênio para o cérebro do bebê, ainda dentro da barriga da mãe. Este problema pode ser causado por conta de complicações na gravidez ou mesmo no parto.

Abuso de drogas: Cigarro, álcool, drogas e demais tipos de produtos químicos tóxicos no útero podem causar a microcefalia. Por isso que a mãe deve evitar esses produtos durante a gestação.

Infecções durante a gravidez: Algumas infecções são muito perigosas para o bebê durante a gestação, como toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola, catapora e agora a Zika está sendo cotada como uma doença causadora de microcefalia.

Desnutrição: Uma boa alimentação é indispensável durante a gestação, a falta de nutrientes pode afetar o desenvolvimento do bebê.

 Diagnóstico
Na maioria das vezes, o médico já detecta a microcefalia no nascimento do bebê, no que chamamos de checkup regular do recém-nascido. Mas, como este problema também pode aparecer na infância, o pediatra pode diagnosticar em consultas preventivas.

O governo federal tem apostado em alternativas para acelerar o diagnóstico da microcefalia, principalmente em testes específicos para detectar o zika vírus. Em Pernambuco, uma equipe da Fiocruz tem avançado em projetos artesanais para acusar a presença do vírus.

Se você perceber que a cabeça do seu filho não está acompanhando a média de outras crianças da mesma idade, compartilhe com o pediatra para uma análise feita com a tabela de crescimento normalizada. Existem hospitais especializados em Cranioestenose e Assimetrias Cranianas que colaboram para um diagnóstico e tratamento da microcefalia. Saiba mais sobre o Zika Vírus aqui.

Fonte consultada:

Pediatra José Luiz Setúbal, diretor do Hospital Infantil Sabará

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