Vacinas na gravidez: quais tomar e quais evitar

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Confira as vacinas na gravidez que são necessárias e aquelas que não são recomendadas

A imunização da gestante é importante para a saúde dela e do filho. “O objetivo da vacinação é evitar que a grávida adoeça e também proteger o bebê, pois os anticorpos da mãe passam para o filho. O benefício continua após o nascimento já que os anticorpos da mulher são transmitidos ao filho por meio da amamentação”, explica a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações do Rio de Janeiro. Confira quais são as vacinas recomendadas na gravidez:

Vacina contra influenza

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Esta vacina é importante porque o sistema imunológico da mulher fica mais fraco durante a gestação, assim a gripe A pode ter conseqüências muito mais trágicas do que em outras pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2010 as grávidas representaram 24% das mortes em decorrência do H1N1. Em 2011, ano em que as gestantes passaram a participar da campanha de vacinação, o número de óbitos caiu para 7%.  A mulher pode se imunizar contra a influenza em qualquer fase da gestação e trata-se de apenas uma dose.

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) ou dupla do tipo adulto (dT)

A vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) irá proteger as futuras mamães contra difteria, tétano e coqueluche, enquanto a dupla do tipo adulto imuniza contra as duas últimas.  A melhor opção é a dTpa porque inclui a coqueluche, doença que causa um quadro inflamatório nas vias respiratórias e em alguns casos pode levar a morte por insuficiência respiratória.

Esta vacina é muito importante para quando o pequeno nascer, pois assim não haverá o risco da mãe transmitir esta doença tão grave ao filho recém chegado. A difteria também pode provocar problemas sérios para o bebê e como ele só irá se vacinar contra a doença com dois meses de vida ter uma mãe imunizada irá lhe proporcionar alguns anticorpos por meio da amamentação. O tétano é grave para todos que o contraem, inclusive grávidas e bebês. A bactéria que causa o problema produz uma toxina que paralisa os músculos levando ao óbito.

Esta vacina é recomendada para as mulheres que pretendem engravidar, estão grávidas ou acabaram de ter um filho. Mulheres que tomaram a vacina há menos de cinco anos não precisam da injeção. Quem nunca tomou precisa de três doses e aquelas que já se protegeram no passado terão que levar apenas uma injeção. Esta vacina pode ser tomada a partir da 20ª semana de gestação.

Hepatite B

A hepatite B causa uma inflamação no fígado, ela pode não ter sintomas ou causar vômitos, dores musculares, náuseas, mal-estar, entre outros. Normalmente a pessoa se cura após duas semanas, porém entre 5% e 10% dos casos a hepatite se torna crônica e pode evoluir para câncer no fígado ou cirrose. Se a mulher contrair o vírus durante a gestação, o quadro torna-se ainda mais difícil, pois a mãe pode transmitir a doença para o filho durante a gravidez ou no momento do parto. Segundo o Ministério da Saúde, quando um recém-nascido contrai a hepatite B as chances de ela se tornar crônica é de 90%.

As mulheres podem começar a tomar a vacina a partir do 2º trimestre de gestação, são necessárias três doses e elas podem ser encontradas em postos públicos de vacinação para as grávidas.

Vacinas em situações específicas

Algumas gestantes estão mais expostas à possibilidade de contrair certas doenças do que outras, portanto essas vacinas são indicadas para grávidas que moram ou vão viajar para locais específicos.

Vacina contra a hepatite A

A hepatite A causa uma inflamação no fígado e em casos raros pode levar a falência rápida deste órgão. Como a doença é transmitida por meio de água ou alimentos contaminados, a vacina é recomendada para quem vive ou vai viajar para um local com uma estrutura sanitária ruim. Também é interessante para quem trabalha na área de saneamento básico, com alimentos ou em creches. As grávidas podem tomar a vacina contra a hepatite A a partir do segundo trimestre de gestação e tratam-se de duas doses sendo que não é necessário repetir. A vacina pode ser encontrada em clínicas privadas de imunização.

Meningocócica conjugada

A vacina contra a meningite só é recomendada para a gestante quando ocorrem surtos da doença no local em que ela vive ou vai viajar. A injeção deve ser tomada assim que ocorrer o surto. Existem dois tipos de meningites: aquela causada por vírus e a que ocorre devido à bactéria. O segundo é o mais grave e pode ser pneumocócica ou meningocócica, sendo que está última se ramifica em A, B, C, W e Y. Para lidar com o problema há a vacina que protege apenas contra a C, o tipo mais comum, e aquela que inclui A, C, W e Y. O tipo B não tem vacina.

Vacinas que as grávidas não devem tomar

Algumas vacinas não são recomendadas para as gestantes porque foram feitas com compostos enfraquecidos, ou seja, que ainda estão vivos. Assim, há o risco teórico de o feto contrair a doença para a qual a mãe está sendo imunizada. As vacinas proibidas para as grávidas são: febre amarela, tríplice viral e varicela.

Caso a gestante tenha tomado alguma dessas vacinas não é preciso se desesperar. “A mulher deve comunicar o ginecologista, mas para tranquilizar as mamães não há relatos de problemas em gestantes por conta dessas vacinas”, explica Ballalai.

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