Após perderem seu bebê, casal orienta monitor respiratório para prevenir morte súbita

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução Arquivo Pessoal

Após um bebê de 4 meses parar de respirar durante o sono, seus pais criaram uma ONG para encontrar meios de prevenir e tratar a morte súbita

O pequeno River Waddell era um bebê saudável de quatro meses e a grande alegria da mamãe Alex e do pai Karl. Até que uma noite, a vida do pequeno River teve um final abrupto. Ele morreu em decorrência da Síndrome da Morte Súbita. Sem nenhuma explicação possível, o pequeno parou de respirar enquanto dormia em seu berço.

“Eu acordei em pânico às 7:30 da manhã não entendendo porque River não tinha acordado para mamar. Eu olhei para o monitor e não consegui vê-lo, então assumi que minha mãe, que tinha se mudado para casa recentemente, tinha pego ele e estava amamentando-o com o leite que eu tinha retirado” contou Alex em entrevista ao portal Kidspot.

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Porém, quando Alex saiu do quarto, ela percebeu que sua mãe ainda estava dormindo. “Neste momento o terror tomou conta de mim. Eu sabia que algo estava errado, eu corri para o quarto de River e quando o toquei vi que ele já estava frio. Ele havia ido para o lado e saído do alcance do monitor. Eu sinceramente não me lembro das horas seguintes, mas aparentemente eu saí do quarto correndo e gritando”, afirma Alex.

O caso ocorreu em 2011, e após enfrentarem um longo luto, o casal teve outros dois filhos. Mas eles nunca se esqueceram do pequeno River e decidiram criar a organização não governamental River’s Gift, que é focada em pesquisar sobre maneiras de prevenir e acabar com os casos de morte súbita em bebês. Atualmente, a ONG já realiza pesquisas em parceria com a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Recomendação para a prevenção da morte súbita

As pesquisas realizadas pela ONG do casal ainda estão em andamento. Porém, quando Alex e Karl tiveram seus outros dois filhos, eles decidiram usar um produto que não haviam usado com o pequeno River.

O casal passou a usar monitores respiratórios em seus outros dois bebês. “As pessoas me perguntam muito, mas esse monitor com certeza teria salvo a vida do River? Nós nunca saberemos. Mas posso garantir que todos os pais gostariam de ser avisados caso seu bebê pare de respirar ao invés de acordar em uma situação na qual já não pode fazer mais nada, que é o que ocorreu comigo. Bom, é isso que o monitor respiratório faz, ele te avisa quando o bebê fica mais de 20 segundos sem respirar, o que te permite ir socorrê-lo”, observa Alex.

Quando o bebê fica mais de 20 segundos sem respirar o monitor que está no quarto dos pais começa a apitar para avisá-los. O casal ainda afirmou que com o monitor em vídeo, como o que o pequeno River tinha, não é possível saber realmente se o bebê está respirando ou não.

Existem diversas marcas de monitores respiratórios disponíveis no Brasil, alguns são colocados na fralda do bebê e outros no próprio berço.

Alex e Karl ainda esperam que as pesquisas de sua ONG cheguem a uma descoberta sobre como acabar com a morte súbita de uma vez por todas para que outros pais não passem pelo mesmo que eles.

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