Bebê na praia e na piscina: cuidados ao levar

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Veja os cuidados que previnem infecções, queimaduras, otites e outros problemas ao levar o bebê para praia ou piscina

Praia e piscina são uma delícia, mas é preciso ter alguns cuidados especiais ao levar seu bebê nelas. A seguir, veja quais são eles:

Bebê na piscina

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Não há um consenso entre os pediatras sobre o momento de levar o bebê à piscina. “Especialistas acreditam que antes de um ano de idade o bebê apresenta mais facilidade na piscina, pois possui reflexos que estavam presentes na época que estava na barriga da mãe”, explica o pediatra Tiago Caldi, da Clínica de Especialidades Integradas.

Ao decidir sobre o melhor momento para seu bebê entrar na piscina, o pediatra Tiago Caldi defende que é válido levar em conta as seguintes questões: carteira de vacinação mais completa, sistema imune melhor preparado contra possíveis infecções (depois dos 8 meses de idade), características de cada bebê, vontade dos pais e conversa com pediatra que sempre cuidou do seu bebê. “Assim, eu normalmente recomendo depois de 1 ano de idade. Nesta idade é legal ver o elo entre os pais e os bebês, já que os pais estão presentes nas aulas e proporcionam a segurança que o bebê necessita”, observa Tiago Caldi.

Independentemente da idade decidida pelos pais e o pediatra, é essencial ter alguns cuidados com a piscina que seu bebê irá usar. “É importante se certificar quanto à higienização da piscina e cuidados com o tratamento da água. Preferível optar pelas piscinas ozonizadas ou ionizadas, pois elas não provocam reações alérgicas que o cloro proporciona, exemplos: dermatites, rinite e conjuntivite alérgica”, conta Tiago Caldi.

Ao colocar o seu bebê na piscina é recomendado evitar a submersão devido a riscos de otites externas (dor de ouvido) e afogamento. “Nos bebês com antecedente de chiado (lactente sibilante ou bebê chiador), opte por protelar no início, pois piscinas com cloro podem ser irritantes e causar crises. Nas crianças com pele seca e dermatites, evite a natação devido ao risco de piora destas lesões”, afirma Tiago Caldi.

Bebê na praia

Também não há um consenso na pediatria sobre o melhor momento para levar o bebê na praia. “Acredito ser prudente levar a praia apenas após os 6 meses de idade, já que a partir desta idade estão liberados os protetores solares. Logicamente, um passeio de carrinho, sem exposição direta ao sol, ao final da tarde, (depois das 17h) pode ser factível ao bebê de mais de três meses”, explica Tiago Caldi.

Ao levar o bebê para a praia é importante ficar atenta ao horário e tempo de exposição ao sol. “Nos bebês menos de um ano, mantenha-os apenas 15 minutos e fora do período que compreende das 10 às 16 horas. Nos bebês maiores de 1 ano, é importante respeitar este mesmo horário, porém, eles toleram período de uma hora de exposição ao sol”, diz Tiago Caldi.

Após os 3 anos de idade, o bebê pode ficar exposto por 3 horas ao sol. Mas lembre-se que temperaturas acima de 30 graus aumentam riscos de queimaduras e desidratação. “Por isso, sempre oferte líquidos (água, água de coco e leite materno, caso o bebê ainda mame) e estes devem preferencialmente terem sido trazidos pelos pais em bolsas térmicas para ter certeza da procedência”, observa Tiago Caldi.

Escolha praias limpas, evitando assim os riscos de gastroenterites e doenças de pele como o bicho geográfico. Fique atenta à segurança, pois as praias são amplas e movimentadas e há grande risco de se perder e afogar. “Nunca se descuide, pois um minuto pode ser tarde demais”, alerta Tiago Caldi.

Protegendo o bebê do sol

Até os seis meses de vida o filtro solar não é orientado, pois nesta fase a pele do bebê é fina, sensível e permeável e por isso há o risco de intoxicação pelas substâncias que compõe os filtros solares.

Portanto, nesta fase opte pelo uso de roupas como chapéus, lembrando que ele só é útil se cobrir a ponta do nariz, e roupas com foto proteção ultravioleta (FPU) acima de 40.

Após os seis meses de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária os filtros solares podem ser utilizados. O protetor solar indicado é o físico na forma de creme e deve ter fator de proteção de no mínimo 30. “Reaplique a cada 2 horas devido a transpiração e depois de brincar na água”, conta Tiago Caldi.

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