Como radiação do celular pode prejudicar o bebê e dicas para se proteger

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução HealthyKids

Algumas pesquisas já associaram o uso intenso do celular à um tipo de câncer no cérebro, entenda

Bebês e crianças não são uma espécie de adultos pequenos. Eles têm um corpo e uma mente em desenvolvimento que faz com que eles sejam muito mais vulneráveis ao ambiente ao seu redor, e isto inclui a radiação emitida pelo celular. E cada vez o celular está mais presente no dia a dia de todos, inclusive dos papais, mamães e seus bebês. Por isso, é importante entender quais os reais efeitos do celular no bebê. A seguir, entenda quais foram as principais descobertas da ciência em relação aos efeitos do celular no bebê e veja dicas de como proteger seu pequeno:

O que é a radiação do celular

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Primeiro é importante entender o que é a radiação emitida pelo celular. Saiba que existem dois tipos de radiação: Radiação ionizante, que tem uma frequência mais alta, e a radiação não ionizante, que tem uma frequência mais baixa.

Celulares tem uma radiação não ionizante. Seu celular envia ondas de rádio frequência para torres de celular na proximidade quando você faz uma ligação, manda mensagem ou usa dados do celular.

O que a ciência já sabe sobre os riscos da radiação do celular

Diversas pesquisas têm tentado descobrir se a radiação do celular pode causar câncer. Muitos estudos não mostraram evidências de um aumento do risco de câncer devido ao uso do celular. Somente um estudo descobriu um aumento de casos de câncer no cérebro em um grupo de pessoas que passou mais tempo usando o celular.

Até que em maio de 2016, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos divulgou resultados de um estudo realizado em ratos que descobriu que alguns ratos desenvolveram câncer após serem expostos a radiação do celular. E isto mostrou uma possível conexão entre o risco de câncer e o uso de celular.

A Academia Americana de Pediatria afirma que ainda não é possível saber se os mesmos resultados podem ocorrer com humanos e que são necessárias mais pesquisas. Eles também afirmam que os pais não devem entrar em pânico com esta última descoberta, mas que ela pode ser uma boa lembrança de que é preciso limitar o tempo que as crianças são expostas às telas de celular, tablet e televisão.

Como proteger o bebê

A Academia Americana de Pediatria orienta que até os dois anos de idade os bebês não devem ser expostos às telas dos celulares, computadores, televisão ou tablet. Além da pesquisa apresentada acima, também existem muitos estudos, estes já confirmados, de que a exposição a telas não contribui para o aprendizado de bebês.

As pesquisas já comprovaram que os bebês aprendem melhor com experiências da vida real do que com aquilo que veem em telas. Explorar o mundo “ao vivo” e sem telas melhora a coordenação e a visão do bebê. É essencial que os bebês aprendam conceitos enquanto interagem com pessoas e objetos reais.

É importante sempre se lembrar que os celulares não são brinquedos, então o pequeno não deve ficar com eles e muito menos colocá-los na boca.

Quando os pais forem usar o celular alguns cuidados são interessantes para evitar a radiação:

  • Procure enviar mensagens ao invés de ligar e quando for ligar tente deixar o celular no viva voz, assim sua cabeça não fica tão próxima do aparelho;
  • Caso não seja possível usar o viva voz, procure colocar o celular cerca de um centímetro distante da sua cabeça;
  • Evite colocar o celular em contato direto com o seu corpo, como em um bolso, na meia ou no celular;
  • Caso vá assistir um filme em seu celular, faça o download primeiro, depois coloque-o no modo avião e assista o filme. Isso evita uma exposição desnecessária à radiação do celular;
  • Procure usar o celular quando ele estiver com o sinal bom, quanto mais fraco o sinal mais radiação o celular emite;
  • Evite fazer ligações em carros, elevadores, trens e ônibus, pois o celular emite maior radiação para fazer o sinal passar pelo metal.

Fonte consultada:

Academia Americana de Pediatria

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