Cuidados com bebê: atitudes que parecem certas, mas não são

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Enfeitar demais o berço, não confiar na própria intuição são alguns dos erros mais comuns

Algumas atitudes podem parecer as mais acertadas na hora de cuidar do seu bebê, mas não são. A seguir listamos os erros mais comuns dos pais, especialmente os de primeira viagem. Confira:

Enfeitar demais o berço

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Colocar muitos bichinhos de pelúcia, almofadas fofas e outros objetos pode até deixar o berço do bebê uma graça, porém isto pode causar uma série de problemas. “No berço a criança deve estar segura, sem nada que possa fazê-la engasgar, se sufocar ou prender seus movimentos. Nada solto, como os bichinhos de pelúcia e outros objetos”, explica o pediatra Moises Chencinski, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Veja outros cuidados com o berço aqui. 

Tentar impor uma rotina rígida

Tentar impor uma rotina rígida para seu bebê pode causar alguns problemas, pois o pequeno pode não estar preparado para isso. “Até o 3º para o 4º meses o bebê não tem, por exemplo, seu ciclo de sono definido e amadurecido. Assim, querer que ele mame ou durma em horários determinados significa não respeitar ou observar o que o bebê pode ou não fazer”, diz Moises Chencinski.

O amadurecimento dos sistemas do bebê vão nos mostrar quando ele estará preparado para assumir determinadas rotinas. “Isso não significa que a vida dele tenha que ser uma bagunça, sem nenhum ritmo. Ao contrário. O bebê necessita de uma rotina. Um dia muito agitado, com muitas visitas, muita diferença nos horários e nos cuidados de um bebê podem alterar seu humor, seu sono e sua alimentação, fazendo com que esse bebê necessite de mais contato com sua mãe e, consequentemente, vai querer mamar mais”, conta Moises Chencinski.

Comparar o desenvolvimento do filho com outros bebês

Nada de comparar constantemente o desenvolvimento do seu bebê com o dos filhos de outras pessoas. Cada criança é uma criança e precisa ser avaliada individualmente. “Não há nada que o bebê tenha que fazer com 6 meses, 3 dias, 4 horas e 5 minutos. O bebê evolui em fases”, explica Moises Chencinski.

Assim, o bebê pode sustentar a cabeça até os 3 meses, pode sentar entre os 6 e os 10 meses, pode andar entre os 9 e os 18 meses e assim por diante. “Características genéticas, alimentares, ambientais, familiares podem modificar o crescimento e o desenvolvimento de um bebê, até mesmo de gêmeos. Imaginem bebês de famílias diferentes, de rotinas diferentes”, observa Moises Chencinski.

Achar que dá conta sozinha

Está certo que há situações que só a mãe pode resolver. Amamentar é uma delas. Porém, não ter ajuda para realizar outras atividades do dia a dia pode fazer com que a mãe tenha problemas até mesmo na amamentação. “Quando ela tem outras atividades além da amamentação para executar, isso pode desviar sua atenção e suas preocupações da questão do aleitamento”, conta Moises Chencinski.

Como a amamentação é uma ação neuro-psico-endócrina. Isso significa que há uma influência determinante do emocional no processo. “Além disso, amamentar pode ser natural, mas nem sempre é simples ou fácil. Pode cansar. Pode requerer atenção e disponibilidade mais constantes da mãe, especialmente nos primeiros dias”, afirma Moises Chencinski.

Assim, se alguém se dispõe a ajudar essa mãe é importante que se encarregue de ações que possam liberá-la para amamentar. Arrumar a casa, lavar louça, fazer compras em supermercado, preparar as refeições podem ser algumas das atividades que não dependem da ação exclusiva da mãe e que podem favorecer uma boa relação mãe-bebê.

Entenda mais sobre a importância de pedir ajuda no pós-parto aqui. 

Não confiar na própria intuição

A mãe recebe diversos conselhos sobre qual é a maneira certa de criar o filho. Porém, diante de tudo isso é essencial não deixar de lado a própria intuição. “Ninguém mais do que a mãe conhece seu bebê. Ela precisa de informação e apoio. Isso ela pode conseguir da família e do pediatra. Mas nada nem ninguém pode ‘ensinar’ uma mãe a sentir.  Em dúvidas, ela deve mesmo pedir ajuda. E até para isso, seu instinto deve ser seguido”, conta Moises Chencinski.

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