Fimose em bebês: saiba tudo sobre o assunto

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Entenda quando a fimose em bebês é preocupante e o que fazer diante dela

A fimose se caracteriza pela aderência do prepúcio, a pele, a glande, cabeça, do pênis. “Ao nascimento em torno de 90% dos bebês têm fimose fisiológica, à medida que os bebês crescem ela vai desaparecendo”, conta a pediatra e neonatologista Celia Maria Boff de Magalhães, membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

A fimose fisiológica tende a acabar naturalmente com o tempo, conforme a criança tem ereções espontâneas. “Por isso, a recomendação na hora de limpar os genitais do menino que ainda tem esta fimose é não puxar o prepúcio”, conta a enfermeira Natalia Turano, do Hospital Israelita Albert Einstein. Ao forçar o prepúcio na tentativa de expor a glande a mãe aumenta o risco do bebê desenvolver a fimose secundária, que é a preocupante.

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A fimose secundária

Com o passar do tempo a fimose fisiológica tende a acabar. “Aos três anos 90% dos meninos não têm mais fimose”, explica Celia Magalhães.

Há alguns sinais de que a fimose do pequeno se agravou. “Quando o prepúcio não é retrátil, e/ou apresenta aderência ou anel fibroso, com infecções locais de repetição, ou sangramentos chamamos de fimose patológica ou secundária”, afirma Celia Magalhães.

É importante tratar a fimose secundária. “O tratamento clínico é a base de corticóide tópico, tendo bons resultados em geral. Quando este método não resolve a fimose secundária é indicada a cirurgia, que se chama postectomia. Segundo alguns autores a circuncisão poderia prevenir a ocorrência de fimose”, orienta Celia Magalhães.

Após a cirurgia é importante utilizar a pomada cicatrizante e não aderente a fim de tentar conter o inchaço. Os analgésicos podem ser orientados também. É o médico quem irá determinar por quanto os medicamentos serão ingeridos. Dez dias após o procedimento os pontos normalmente já caíram e o inchaço desapareceu. Depois deste tempo, o pequeno pode voltar as atividades normais, mas é melhor evitar por mais algumas semanas atividades que podem machucar a região como andar de bicicleta.

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