Morte súbita em bebês: como prevenir

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Entenda por que a morte súbita no bebê ocorre e saiba o que fazer para prevenir

A morte súbita infantil ou síndrome da morte súbita do lactente é um diagnóstico que os especialistas dão quando um bebê aparentemente saudável morre sem explicação.

Causas

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Ninguém sabe explicar exatamente por que esses bebês morrem. “Os especialistas acreditam que seja uma combinação de fatores. Alguns especulam que talvez essas crianças tenham um problema na parte do cérebro que controla a respiração e o despertar, e que por isso tenham mais dificuldade para reagir no caso de alguma coisa atrapalhar a respiração, como cobertas tampando o rosto. Pesquisas continuam sendo feitas para tentar descobrir por que crianças aparentemente saudáveis morrem sem explicação”, explica o pediatra neonatologista Jorge Huberman.

A maioria das mortes acontece durante o sono, à noite, mas nos Estados Unidos 20% dos casos ocorrem em creches, escolinhas e berçários, segundo um estudo publicado na revista Pediatrics. “Isso tem explicação: o bebê que dorme de lado ou de bruços respira o mesmo ar que expira, isto é, o bebê inala um ar rico em gás carbônico e pobre em oxigênio, realizando uma asfixia, onde o bebê fica sem oxigênio podendo chegar ao óbito. Os adultos também passam por isso, mas diferentemente dos bebês, os adultos mudam de posição quando ficam sem oxigênio suficiente”, constata Huberman.

Quem corre mais riscos
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) nos países desenvolvidos a Síndrome da Morte Súbita do Lactente é a maior causa de mortalidade nos bebês. “A síndrome atinge especialmente bebês de 1 a 2 meses. Antes de 1 mês ela é mais rara, e o risco vai diminuindo conforme o bebê vai crescendo”, diz Huberman.

Ainda segundo a SBP, nos países desenvolvidos entre bebês de um e seis meses 80% dos óbitos são devido à morte súbita, entre 6 e 12 meses de vida 15% dos casos de óbito são por causa da morte súbita e após 12 meses são cerca de 5% dos casos. “Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 2.500 bebês morrem por ano dentro das características da síndrome”, conta Huberman.

De acordo com o pediatra Jorge Huberman, há alguns outros fatores, além da idade que aumentam o risco da morte súbita, são eles:

  • Ser menino: a incidência é ligeiramente maior em meninos (cerca de 60% dos casos)
  • Ter nascido prematuro (antes de 37 semanas de gestação)
  • Ter nascido com baixo peso (menos de 2,5 kg)
  • Ser gêmeo, trigêmeo, etc
  • Casos de morte súbita na família
  • Exposição do bebê ao fumo ou fumaça do cigarro durante a gestação e depois do nascimento. Os bebês de mães que fumaram durante a gestação têm três vezes mais riscos de morte súbita do que os bebês de mães não fumantes.

Atitudes para prevenir a morte súbita

-Ficar atento a posição em que o bebê dorme. “A posição bruços, barriga para baixo, tem maiores riscos de sufocação e asfixia”, alerta Huberman. Boa parte dos pediatras defende que a melhor posição para o bebê dormir é com a barriga para cima. “Muitos pediatras afirmam que dormir na posição de lado ainda é melhor em alguns casos, como, por exemplo, os bebês que tenham refluxo gastroesofágico. Além de dormir lateralmente, o berço deve estar inclinado entre 15 e 30° na parte do tronco e posição lateral. Essa posição tende a esvaziar mais rapidamente e eficazmente o estômago do bebê, evitando a regurgitação e sufocação.
A posição lateral deve ser bem posicionada para que o bebê não vire para a posição bruços”, diz Huberman.

-Deixe o bebê dormir no berço e não na cama com os pais.

-Além de inalar o ar que expira, outros fatores podem ser causa da morte súbita, como o superaquecimento do bebê. Por isso evite agasalhar demais o seu bebê na hora de dormir.

-Deixe o bebê com os bracinhos para fora das cobertas para que não deslize e fique debaixo das cobertas.

-Evite deixar no berço bichos de pelúcia, paninhos, almofadas, travesseiros ou outros brinquedos. “Isso pode sufocar o bebê durante o sono”, conta Huberman.

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