“Nosso bebê morreu na creche e poderia ter sido evitado com 2 atitudes”

Por: Bruna Romanini

Foto: Acervo Pessoal

Veja a emocionante história do casal Ali e Derek que perdeu o filho Shepard com 11 semanas de vida

O casal Ali e Derek Dodd perdeu o filho Shepard com 11 semanas de vida. O pequeno estava na creche e esta tragédia poderia ter sido evitada com algumas medidas simples por parte dos cuidadores.

A seguir, veja o emocionante depoimento do pai Derek sobre o que ocorreu com o pequeno Shepard e os cuidados que teriam evitado a tragédia:

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“Shepard era um bebê muito feliz e saudável. Ele estava sempre sorrindo, até que ocorresse algum probleminha. Então, ele chorava, nós íamos, solucionávamos o problema e ele logo voltava a sorrir. Ele era um bebê muito especial para mim e para minha esposa e tinha uma vida inteira de possibilidades infinitas. Por tudo isso que em 6 de abril de 2015 nosso mundo mudou para sempre. Na hora de escolher a creche, optamos por uma menor que nos foi recomendada por um amigo. Lá, eles só cuidavam dos filhos dos professores e fechava no verão e feriados escolares, o que para nós era ótimo porque eu sou professor.

No dia 6 de abril, eu saí para o trabalho mais cedo e dei um beijo de tchau em Shepard e em Ali. Nunca vou me esquecer do olhar e do sorriso que Shepard me deu. Shepard estava no quinto dia da creche quando minha esposa o levou para lá naquela segunda-feira. Ele havia tido seu primeiro nariz entupido naquele final de semana e acordou congestionado, mas ele estava bem, então nós não nos preocupamos muito. Ali mandou uma mensagem para a cuidadora da creche perguntando se poderia usar o berço de balanço para que Shepard dormisse*, assim ele ficaria inclinado e não haveria risco de engasgar. No começo ela aceitou, mas depois, quando minha esposa chegou na creche e ela viu o que era, disse que não poderia dormir lá, pois a atitude aumenta o risco de morte súbita infantil.

Naquela segunda-feira, minha esposa já estava na creche quando percebeu que havia esquecido o leite de Shepard em casa. Ela voltou para casa e como estava muito preocupada com o fato de Shepard dormir totalmente deitado com o nariz entupido, ela pegou o canguru. Assim, Shepard poderia ficar no colo da cuidadora enquanto descansava, ele ficaria mais em pé e a cuidadora poderia monitorá-lo de perto. *

Ao retornar para a creche, a cuidadora garantiu para minha esposa que iria dar ainda mais atenção ao nosso bebê. Então, minha esposa se sentiu mais confiante e achou que toda a atenção que a cuidadora disse que daria à Shepard seria mais do que o suficiente. E foi trabalhar.

Às 12:51 minha esposa recebeu uma ligação da creche, a cuidadora disse que ela precisava ir para lá rápido. Shepard não estava respirando. A emergência já estava lá. Ali chegou a falar com um dos socorristas por telefone e ele disse que o prognóstico não era bom.  Ali me ligou no trabalho. Eu estava no meio de uma aula, sai correndo e fui dirigindo rapidamente até a creche. Quando cheguei estavam deitando meu filho em uma maca. Ainda estavam tentando revivê-lo. Seguimos para o hospital.

Enquanto eu dirigia meu carro atrás da ambulância, eu comecei a me preparar para uma vida sem meu filho. Quando chegamos no hospital, enquanto levavam meu filho para a emergência eu ainda consegui dar um beijo na testa dele. Meu filho estava frio. Após um tempo na emergência, um médico veio me dizer que tentaria a ressuscitação só mais duas vezes e depois teriam que desistir. E assim foi. Cercados por médicos, enfermeiras, policiais e detetives com um olhar de pena, nós tivemos que dar adeus ao nosso filho, entubado na maca.

Depois, nós descobrimos que a cuidadora da creche havia recebido uma orientação do Departamento de Segurança sobre os cuidados ao colocar o bebê para dormir. Ela foi especificamente informada sobre os riscos de deixar o bebê dormindo na cadeirinha para auto. Mesmo assim, DEZ DIAS depois disso ela colocou o nosso bebê para dormir em uma cadeirinha para auto no chão, com o cinto de segurança desafivelado e ainda enrolado no cueiro. Lá ele se mexeu e acabou se sufocando até a morte. Meu filho não pôde alertar ninguém sobre o que estava ocorrendo porque não havia ninguém o monitorando. A cuidadora estava distraída conversando com uma amiga. DUAS HORAS se passaram até que ela finalmente fosse ver como Shepard estava e o encontrou completamente azul.

A cuidadora da creche nunca foi indiciada por nenhum crime. O caso de Shepard ainda está aberto e nós temos esperança, como família, de que haverá justiça neste mundo ou em outro lugar. O que ocorreu com nosso filho não foi acidente. A cuidadora sabia que a cadeira para auto não era o lugar certo para se dormir. E sabia também que duas horas era tempo demais para deixar um bebê sem atendimento em um outro quarto.

A morte do meu filho não pode ser em vão. Deixar o bebê dormir em lugares que não são o berço é um perigo REAL. Agora, eu e minha esposa lutamos para conscientizar as pessoas sobre os riscos de um ambiente de sono inseguro”.

Veja a página da organização de Ali e Derek aqui.

*Nada de canguru, berço de balanço ou cadeira para auto. A orientação é sempre colocar o bebê para dormir no berço e de barriga para cima. Veja os cuidados essenciais ao colocar o seu bebê para dormir aqui.

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