Sarampo em bebê: causas, prevenção e tratamento

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Saiba como prevenir e tratar o sarampo em bebê, doença que pode ser fatal

O bebê pode ter sarampo e é muito importante ficar atento, especialmente no início da vida. “O vírus desta doença atinge mais gravemente recém-nascidos, gestantes, pessoas portadoras de imunodeficiência e desnutridos”, observa o pediatra e neonatologista Jorge Huberman.

Os sintomas iniciais do sarampo são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. “Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, o sarampo pode causar infecção nos ouvidos, diarreias, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral, e até mesmo ser fatal”, alerta Huberman.

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Prevenção

A única forma de prevenir o sarampo é por meio da vacinação. “Apenas os bebês que amamentam cujas mães foram vacinadas ou já tiveram sarampo possuem anticorpos que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida do pequeno”, diz Huberman.

As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra o sarampo, rubéola e caxumba, a tríplice vira. A primeira dose deve ser tomada com um ano de idade e a segunda entre quatro e seis anos. “Os adolescentes e os adultos também devem tomar a vacina tríplice viral”, afirma Huberman.

Tratamento

O tratamento para o sarampo é feito de modo a controlar os sintomas da doença. “Indica-se repouso, boa alimentação e hidratação, e podem ser utilizados analgésicos, para combater a dor e antipiréticos para combater a febre. Somente nos casos em que haja complicações será necessário utilizar um antibiótico. Não se deve tomar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico como AAS, Aspirina, Doril e Melhoral, por exemplo, por aumentar o risco de hemorragias. Em caso de sarampo recomenda-se tomar um remédio a base de Paracetamol”, observa Huberman.

Indivíduos diagnosticados com sarampo devem ficar em isolamento, deixando o trabalho ou a escola, pois a doença é transmitida pelo ar até 4 dias após o surgimento das manchas na pele. O período de maior transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início das manchas.

Confira o calendário de vacinação do bebê nesta outra reportagem do portal BebêMamãe.com.

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