Placenta prévia: causas, tratamento, riscos e prevenção

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

Placenta prévia pode levar à complicação para gestante e feto e tem como uma das causas a cesárea desnecessária

A placenta prévia é um problema no qual a presença de tecido placentário recobre ou está adjacente ao colo do útero. “Ela se manifesta com sangramento vaginal indolor, imotivado, intermitente e progressivo”, explica o ginecologista obstetra Mario Makoto Kondo.

Riscos

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A placenta prévia pode levar à problemas para a gestante. “Ela está sujeita à hemorragia anteparto, intraparto e pós-parto, necessidade de transfusão sanguínea, histerectomia, retirada do útero, septicemia, uma infecção que pode levar à morte, e tromboflebite, inflamação de uma veia causada por um coágulo de sangue”, conta Kondo.

No caso do feto, os riscos também são grandes. Ele está sujeito à prematuridade, restrição de crescimento, apresentação anômala, hipóxia e anemia.

Tratamento

O tratamento da placenta prévia é o repouso, por isso é recomendado internação hospitalar quando ocorrer sangramento. “Controle do sangramento e da anemia materna com reposição de ferro, controle da vitalidade fetal, administração de corticoide entre 26 e 34 semanas de gestação para amadurecimento pulmonar e planejamento do parto para 37 semanas”, orienta Kondo.

Prevenção

As principais causas da placenta prévia são: cesárea anterior, idade materna maior de 35 anos, multiparidade, outras cicatrizes uterinas, curetagens repetidas, gemelidade, placenta prévia em gestação anterior e tabagismo.

Portanto, para prevenir o problema algumas ações são orientadas. “Faça a cesárea apenas quando realmente for necessária, nas curetagens uterinas procurar fazer com aspiração manual intrauterina (AMIU) e quando não for possível o seu uso, realizar a curetagem guiada pela ultrassonografia”, diz Kondo.

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