Grávidas devem dobrar número de consultas no pré-natal

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

OMS passa a orientar que ao invés de quatro consultas no pré-natal sejam feitas oito

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou novas recomendações sobre as consultas de pré-natal para as gestantes com o objetivo de reduzir o número de complicações na gravidez e diminuir os casos de bebês natimortos.

Segundo a OMS, apenas no ano passado, 303 mil mulheres morreram por complicações na gravidez, 2.7 milhões de bebês morreram durante os primeiros 28 dias de vida e 2.6 milhões de bebês nasceram mortos. Ainda de acordo com a OMS, um bom acompanhamento médico no pré-natal é capaz de reduzir consideravelmente estas tristes estatísticas. “A gravidez deve ser uma experiência positiva para todas as mulheres e elas devem ser tratadas com respeito e dignidade”, observa Dr. Ian Askew, diretor de saúde reprodutiva da OMS.

Cadastre-se

Aumento do número de consultas

Antes a OMS orientava que as gestantes realizassem um mínimo de quatro consultas de pré-natal, agora a orientação passa a ser que as grávidas façam no mínimo oito consultas de pré-natal. A OMS acredita que aumentar o número mínimo de consultas para oito ajuda a reduzir consideravelmente as chances do bebê nascer morto.

No Brasil, atualmente o Ministério da Saúde recomenda que as gestantes saudáveis façam no mínimo seis consultas de pré-natal ao longo da gravidez, duas a menos do que a nova orientação da OMS. O Ministério da Saúde recomenda que as consultas sejam distribuídas da seguinte forma: uma no 1º trimestre (até a 12ª semana), duas no 2º trimestre e três no 3º trimestre.

Agora, a OMS orienta que as oito consultas sejam distribuídas da seguinte forma: a 1ª consulta na 12ª semana de gestação e as seguintes consultas devem ocorrer nas 20ª, 26ª, 30ª, 34ª, 36ª, 38ª e 40ª semanas de gestação.

Diante da nova recomendação da OMS, o Ministério da Saúde provavelmente terá que mudar a quantidade de consultas que oferece às gestantes no pré-natal. É importante que as gestantes conversem com seus ginecologistas sobre esta nova orientação da OMS.

Veja mais

Deixe uma resposta

Comentários