Usar betabloqueadores na gestação pode causar bradiarritmia no bebê

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

De acordo com estudo da revista científica Pediatrics o risco de hipoglicemia também aumenta ao usar betabloqueadores

Uma pesquisa publicada na revista científica Pediatrics descobriu que o uso de betabloqueadores durante a gestação, especialmente no final da gravidez, aumenta o risco do bebê ter bradiarritmia e hipoglicemia.

Os betabloqueadores são medicamentos muito utilizados para reduzir a pressão sanguínea alta. Eles agem diminuindo o efeito da adrenalina e fazendo com que os batimentos cardíacos da pessoa fiquem menos fortes, reduzindo desta forma a pressão sanguínea. Os betabloqueadores também fazem com que os vasos sanguíneos abram mais, melhorando o fluxo sanguíneo.

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Os betabloqueadores também são usados para tratar enxaqueca, batimentos cardíacos irregulares, dor no peito e alguns tipos de tremores.

Exemplos de remédios com betabloqueadores são:

  • Acebutol (sectral)
  • Atenolol (Tenormin)
  • Bisoprolol
  • Metoprolol
  • Nadolol (corgard)
  • Nebivolol
  • Propranolol

A bradiarritmia, condição que segundo a pesquisa pode ocorrer no bebê devido ao uso de betabloqueadores na gravidez, é um tipo de arritmia cardíaca que faz com que o coração diminua suas batidas, levando a tonturas e até desmaios. Diante de um diagnóstico de bradiarritmia é importante conversar com um cardiologista para saber qual é o tratamento mais indicado.

Já a hipoglicemia ocorre quando há baixa concentração de glicose (açúcar) no sangue. Quando a pessoa está com hipoglicemia, ela pode ter dificuldades em realizar atividades simples e cumprir tarefas rotineiras, além de confusão mental e comportamento anormal.

Fonte consultada:

Clínica Mayo

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