Icterícia: entenda a doença que afeta recém-nascidos

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

A seguir saiba tudo sobre a icterícia, doença que afeta o bebê e se divide em dois tipos: a fisiológica e a patológica

A icterícia é um problema comum dos recém-nascidos. Ela faz com que a pele do bebê tenha um tom amarelado e geralmente é causada pelo excesso de bilirrubina, substancia normalmente produzida durante o rompimento das hemácias. Existem dois tipos mais comuns de icterícia neonatal.

Icterícia fisiológica

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Este é o tipo mais frequente de icterícia em recém-nascidos. Ela ocorre porque o pequeno tem excesso de hemácias e como o fígado deles é imaturo, não conseguem metabolizá-las com rapidez suficiente, o que leva ao excesso de bilirrubina.

O tratamento do problema é feito com banhos de luz. “Trata-se de uma fototerapia com uma luz fluorescente especializada. É esperado que com o tratamento a cada 24 horas haja uma determinada diminuição e após chegar a um índice certo o bebê pode ir para casa”, explica o pediatra Marun David Cury, diretor de defesa profissional da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Associação Paulista de Medicina.

Icterícia patológica

Este é um tipo de icterícia menos frequente e mais sério. Ela é causada pela incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o bebê.  “Pode ser do grupo ABO, como caso a mãe tenha um tipo sanguíneo A e o bebê seja O, é a chamada incompatibilidade ABO. Neste caso parte do sangue materno passa para o bebê e pode sensibilizar o corpo da criança que cria anticorpos que destroem o sangue dela”, explica Cury.

Este problema também pode ocorrer quando há incompatibilidade sanguínea de RH. “Caso o bebê seja RH positivo e a mãe negativo e o sangue materno circula no corpo do bebê e volta para o da mãe fazendo com que ela produza anticorpos contra o bebê. Esses anticorpos voltam a circular no organismo do bebê e destroem seus glóbulos vermelhos causando uma anemia profunda e levando ao excesso de bilirrubina”, diz Cury.

A icterícia patológica inicialmente também é tratada com banhos de luz, porém é preciso que o pediatra faça acompanhamento constante. “O grande problema da icterícia patológica é ela evoluir ao ponto de lesar o sistema nervoso da criança. Caso ela não baixe existe a possibilidade de trocar o sangue da criança. Ela demora mais tempo para se tratar do que a fisiológica”, afirma Cury.

É importante ressaltar que nos casos de incompatibilidade de RH pode ser feito um tratamento durante a gestação para prevenir o problema. Se você estiver grávida, converse com o seu ginecologista obstetra sobre isso.

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