Bebê vai a hospital de SP tratar febre e morre: “entrou com febre e saiu morta”

Por: Bruna Romanini



Foto: Reprodução Facebook- Isabella foi tratar uma febre e acabou falecendo

A bebê Isabella faleceu após ir a um hospital de Ribeirão Preto para tratar uma febre, entenda este triste caso

Um triste caso está sendo investigado em Ribeirão Preto, SP, pela Polícia Civil. Trata-se da morte da pequena Isabella da Costa Domiciano de um ano. A bebê foi para o Hospital Maternidade Sinhá Junqueira em Ribeirão Preto porque estava com uma febre.

O quadro da menina então piorou até sua morte no dia 6 de fevereiro. Antes de seu falecimento, Isabella foi submetida a diferentes exames e foi medicada com um antibiótico. Os pais de Isabella não conseguiram explicações sobre o que aconteceu, apesar de terem solicitado a necropsia, que não foi feita.

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“Acredito que a minha filha foi medicada errada. Alguma composição daquele medicamento agravou a situação da minha filha. Ela entrou com febre e saiu morta. Eu não acredito que estou vivendo isso. A investigação está acontecendo justamente por isso”, disse a mãe, Silvana Costa Domiciano, em entrevista ao portal G1.

O hospital emitiu uma nota sobre o caso e informou ter seguido o protocolo padrão de atendimento, mas não divulgou a causa da morte, alegando questão de sigilo. Acrescentou, no entanto, que essa informação está à disposição da família no prontuário médico.

A direção do hospital também comunicou ainda que enviou o corpo ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), mas que a necropsia não foi feita por orientação do próprio serviço, em razão da causa da morte estar fundamentada na documentação médica enviada pelo hospital.

Isabella foi levada ao hospital no início de fevereiro após ter uma febre. A mãe relatou ao portal G1 que a primeira médica a atender sua filha pediu um hemograma e um exame de raio-x, que apontou a suspeita de pneumonia.

Então, a médica receitou o medicamento amoxicilina, um tipo de antibiótico. O medicamento foi receitado mesmo após a mãe dizer que não sabia se a filha tinha alergia a algum medicamento específico.

“Ela falou assim: vamos dar 3 ml durante 10 dias. Só que vocês esperam aqui por meia hora, se ela não vomitar, vocês vão para casa. Esperamos, ela não vomitou e voltamos para casa”, afirmou a mãe.

Contudo, ao invés de melhorar, em casa a menina começou a vomitar depois de passar uma noite com sono conturbado, o que motivou os pais a novamente levarem a paciente ao Sinhá Junqueira, que adotou os mesmos procedimentos da primeira visita. “Nem água parava no estômago. Voltamos. Chegou lá, passei tudo de novo, o que ela já tinha tomado, o que estava acontecendo. Fizeram um novo raio-X”, relatou a mãe ao portal G1.

Então, Isabella mais uma vez recebeu alta depois de receber uma medicação para cortar o vômito. Depois de uma noite de sono aparentemente tranquila, o problema voltou no dia seguinte.

“Voltamos para casa novamente. A gente oferecia água, ela pegava, dei de novo o antibiótico, ela não vomitou. Dei o banho nela e coloquei para dormir. Eu deitei com ela, ela começou a dar ânsia e vomitou tudo.”

Os pais então foram novamente para o hospital e foram atendidos por outra médica. De acordo com a mãe, Silvana, esta profissional demonstrou preocupação. Foi durante esse atendimento que os pais afirmam terem percebido que a barriga da filha estava inchada e rígida. Em resposta, uma médica receitou um antigases, mas a menina parecia pior e sem reação.

“Minha vontade era arrancar minha filha de lá e sair daquele hospital. Mas a gente tinha consciência que, se fizesse isso, poderia ser pior. E se ela morresse em casa, ou tivesse uma complicação maior?”

Silvana diz que, depois que a menina não melhorou após tomar soro, foi levada pela equipe médica à unidade de terapia intensiva, onde foi entubada e submetida a exame de sangue.

“Nós chegamos lá e ela barrou a gente na porta. Ela falou assim ‘ela teve uma piora’. E a médica, o tempo todo, não estava com uma cara boa. Ela mesma não estava entendendo. Ela deixou a gente entrar para ver. Nisso, minha filha estava com a mão amarrada, cheia de coisas.”

Naquele momento, os médicos também descartaram a hipótese de meningite, segundo Silvana. “Mas eu vi na cara dela [da médica] que ela queria até que desse positivo, para entender o porquê da piora da minha filha.”

O estado de saúde de Isabella foi piorando até que ela não resistiu. “A minha filha entrou com uma simples febre, ela piorou lá dentro e veio a óbito. A explicação sempre é essa. Eu acredito que não sou o primeiro a ouvir isso, acredito que devem ter vários pais que perderam os filhos e a explicação é sempre essa: foi uma bactéria que se alastrou, tomou conta do corpo da sua filha e matou ela”, afirmou o pai, Olímpio Domiciano Filho, em entrevista ao portal G1.

Isabella foi sepultada no dia 7 de fevereiro, sem que os pais soubessem a real causa de sua morte. A menina não foi submetida a uma necropsia.

A mãe, que acredita que tudo começou a piorar para a filha a partir do antibiótico, diz ter procurado a polícia porque precisa de explicações. “Disseram que tinham dados suficientes para fazer o laudo, foi isso que passaram para nós”, afirmou a mãe ao G1.

O pai de Isabella quer explicações. “Hoje, eu não posso afirmar nada. A gente não pode acusar o hospital, se houve erro médico, mas há suspeita, há dados que geram suspeitas. Eu não posso afirmar, mas o nosso coração sente isso. A gente sente que algum medicamento fez mal para ela.”

Foto: Reprodução G1 – Os pais de Isabella estão em busca de respostas sobre a morte de sua bebê

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