Pais do bebê Charlie revelam que passaram vários dias com filho morto em casa

Por: Bruna Romanini



Foto: Reprodução

O último desejo dos pais era poder levar Charlie para casa antes de sua morte, isto não foi possível

A história do bebê inglês Charlie Gard comoveu o mundo inteiro. O pequeno tornou-se conhecido em todo o mundo porque seus pais Chris Gard e Connie Yates, lutaram para que pudessem levar o filho aos Estados Unidos onde realizaria um tratamento experimental para sua doença considerada terminal. Mas isto não foi permitido pela justiça britânica e o bebê acabou falecendo na sexta-feira (28).

O último desejo dos pais de Charlie era leva-lo para casa para que pudesse morrer lá. Porém, isto não foi concedido. O hospital alegou que não havia condições práticas de realizar a transferência. “Antes quando conversamos com os médicos sobre a possibilidade de sermos obrigados a desligar os aparelhos de nosso filho, estes profissionais tinham nos dado três opções: desligar os aparelhos e deixar Charlie morrer no hospital, leva-lo para uma casa de repouso ou leva-lo para casa e deixa-lo morrer em casa. Nós tínhamos escolhido que queríamos que ele morresse em casa. Mas agora o hospital nos informou que não podemos mais fazer isso e nosso filho terá que morrer na casa de repouso”, lamentou a mãe de Charlie, Connie, em entrevista ao jornal britânico Mirror assim que soube que não poderia levar o filho para morrer em casa.

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Agora, os pais de Charlie revelaram que levaram o filho para casa após sua morte e lá ficaram com ele por alguns dias. Os pais utilizaram um moises refrigerado que é usado justamente para casos como esse. “Uma vez em casa, foi maravilhoso ver ele deitadinho lá como qualquer outro bebê. Sem nenhum equipamento, nada atrapalhando seu rostinho lindo. Ver nosso bebê em casa, onde ele deveria estar, em um moises, dormindo, nos fez bem. Foi como se tivéssemos nosso filho de volta para nós”, disse a mãe Connie em entrevista ao jorna britânico DailyMail.

Connie também contou que antes da morte do filho achava estranho leva-lo para casa após seu falecimento. Porém, quando a equipe médica sugeriu isso após o falecimento do bebê, já não parecia mais estranho. “Pareceu perfeitamente natural sair do hospital e levar nosso bebê para casa. Nosso bebê ainda estava quente quando o levamos para casa, foi muito emocionante. Nós realizamos nosso último desejo de levar nosso filho para casa, só que ele já não estava mais vivo”, concluiu Connie.

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