“Na gravidez, bebê se prendeu a minha cicatriz da cesárea e quase morri”

Por: Bruna Romanini



Foto: Reprodução

Veja a seguir o depoimento de uma mãe que teve gravidez ectópica na cicatriz da cesárea

A mãe e escritora, Krystal Sital, passou por uma situação muito difícil com oito semanas de gestação. Ela descobriu que o bebê havia se implantado na sua cicatriz da cesárea. Krystal tinha uma gestação ectópica na cicatriz da cesárea. Para tornar tudo ainda mais difícil, ela estava esperando gêmeos, os dois bebês estavam na cicatriz da cesárea.

Infelizmente, em situações assim é impossível que o bebê sobreviva. E para piorar, se a gestação avançar, a mãe pode perder útero e até morrer. “O Dr. Ilan Timor-Tristsch me explicou os riscos deste tipo de gravidez. Eu estava com oito semanas de gestação. A partir de nove semanas já havia o risco da cicatriz se romper a qualquer momento fazendo com que eu sangrasse até morrer. O aborto era a única opção para mim”, disse Krystal em depoimento ao jornal The New York Times.

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Na época, Krystal estava com 29 anos e tinha uma filha de 3 anos e uma bebê de um ano.

Gestações ectópicas na cicatriz da cesárea como a de Krystal são muito raras, mas têm se tornado cada vez mais frequentes devido ao aumento do número de partos cesárea.

Para realizar o aborto, o médico tentou um novo procedimento com o objetivo de preservar o útero e a saúde de Krystal. “O Dr. Timor-Tritsch tentou um novo método no qual inseriu dois balões no meu útero. Eu fui a 14ª paciente em quem ele tentou este método. Então, eu deitei na mesa do médico com meu marido ao meu lado, quando ele começou a dilatar o meu cervix doeu muito e eu pedi por algo para aliviar a dor, mas não me deram anestesia. Eu vi pelo ultrassom quando ele inseriu os balões no útero. Ele encheu os balões com água e eles pressionaram o embrião ligado a minha cicatriz da cesárea até seu coração parar de bater. O segundo embrião já estava sem batimentos cardíacos. Meu corpo eventualmente absorveria os sacos embrionários”, disse Krystal em relato ao New York Times.

Ela então foi liberada para ir para casa, ainda com os dois balões em seu útero. “Ele me mandou para casa por dois dias com os balões dentro de mim, tubos gordos passavam pelas minhas pernas. Quando cheguei em casa, estava exausta. Eu me deitei ao lado das minhas filhas, minhas lágrimas molharam os cabelos delas depois que elas adormeceram”, recorda-se Krystal.

O médico disse a Krystal que seu útero havia sido preservado no procedimento, porém, se ela quisesse ter filhos novamente, havia o risco da gravidez ocorrer na cicatriz da cesárea. “Eu engravidei outras dúvidas vezes, mas acabei sofrendo abortos espontâneos. Ao menos nenhuma dessas gestações foi na cicatriz da cesárea. Até que dois anos depois, eu consegui engravidar e dar à luz a um menino muito saudável. Mas sempre levarei comigo as perdas dessas outras gestações”, contou Krystal.

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