Intuição materna: a importância de confiar nela

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

A intuição materna não é algo místico ou mágico e pode te ajudar muito na criação do bebê

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, seguir a sua intuição materna é muito importante na criação dos bebês. “Segundo o psiquiatra Carl Gustav Jung, a intuição não é algo místico ou mágico, mas sim uma das funções da nossa consciência. Neste sentido, deve não apenas ser validada pelas mães, bem como incorporada no dia a dia, pois trata-se de uma função muito importante para o equilíbrio dinâmico da nossa psique”, afirma a psicóloga e doula Patrícia Lomonaco, fundadora do Shantala Neles.

Intuição materna e os palpites


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Uma das principais dificuldades é conseguir escutar sua intuição materna em meio a tantos palpiteiros de plantão. Primeiro, é importante saber diferenciar de onde vem o conselho. “Palpite é uma coisa, dados científicos é outra. De quem é o palpite? Da comadre, da avó (que provavelmente teve acesso a informação médica há 30 anos atrás?), da vizinha? É muito importante que as gestantes e recém mamães se respaldem de informações com profissionais especialistas”, conta Patrícia Lomonaco.

Uma vez que a mulher está bem informada, é importante pensar onde entra a intuição. “A intuição é uma função irracional da consciência, que geralmente acontece através de ‘inspirações’ e ‘pressentimentos’, sem uma explicação lógica racional. Ouvir a intuição faz toda a diferença, pois apesar da orientação de qualidade, cada bebê é um bebê e suas particularidades devem ser consideradas”, explica Patrícia Lomonaco.

Estimule a intuição

Como a intuição é uma função irracional da consciência é importante procurar estar sempre atenta a ela. “Quanto mais nos atentarmos, mais vamos nos beneficiar. Entretanto, muitas pessoas não costumam se atentar ao que a intuição diz ou mesmo nem conseguem percebe-las”, diz Patrícia Lomonaco.

Confie em si mesma

Confiar em você mesma é outro ponto essencial na criação do seu bebê. “É muito importante a mãe estar segura para poder criar e transmitir segurança para o pequeno, e o apoio do pai também é determinante neste processo. O pai que apoia e transmite segurança para a mulher, que por sua vez faz o mesmo com o filho”, conta Patrícia Lomonaco.

Porém, conseguir confiar em si mesma na criação do filho não é um processo simples. “O problema é que isso não acontece do dia para a noite. Trata-se de um processo longo, arrisco dizer que é um processo construído ao longo da vida e que além das características e vivências pessoais, a sociedade também tem sua parcela de influência, dando poder ou desemponderando a mulher”, observa Patrícia Lomonaco.

Para confiar ainda mais em si mesma não existe uma fórmula mágica. “Acredito que isto seja um processo extenso e profundo que é cultivado no dia a dia dos indivíduos. Mas de maneira geral, buscar informação de qualidade e tentar formar uma opinião baseado nisso ajuda imensamente a sustentar uma opinião”, diz Patrícia Lomonaco.

É claro confiar mais em si mesma não irá te tornar imune aos erros. “Vamos erras e com os erros aprendemos também, não é verdade? Mas errar quando escolhemos um caminho é mais fácil do que quando erramos porque alguém nos apontou um caminho”, conclui Patrícia Lomonaco.

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