Juiz manda menino de 6 anos viver com pai que o abusou sexualmente

Juiz manda menino de 6 anos viver com pai que o abusou sexualmente

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O menino de seis anos foi obrigado a viver com um pai abusivo

O menino havia relatado os abusos para a mãe e ela entrou na justiça para ter a guarda do filho, mas perdeu

Um menino de seis anos foi obrigado pelo juiz a viver com o pai que o abusava sexualmente e fisicamente. A decisão foi tomada mesmo após a criança ter manifestado que queria viver com a mãe e ter relatado os abusos para a mãe.

A mãe tentou conseguir a guarda do filho, mas perdeu. Ele viveu com o pai dos seis até os treze anos e hoje, aos 19 anos, desabafou sobre o que viveu. Em relato anônimo para o canal australiano da ABC, o rapaz falou sobre o pesadelo que viveu.

No relato, o rapaz disse: “Eu nunca quis viver com meu pai. Sempre fui contra isso. Aos seis anos o juiz determinou que meu pai teria minha guarda e eu fiquei apavorado. Eu só podia ficar algumas horas da semana na casa da minha mãe e quando estava lá ficava olhando o relógio com medo de chegar o momento de voltar para aquele inferno.

Foi muito difícil na casa do meu pai. Ele me abusava fisicamente, emocionalmente, verbalmente e emocionalmente. Eu vivi esse pesadelo por sete anos. Minhas primeiras memórias são do meu pai me abusando fisicamente e sexualmente. Meu pai me batia sem motivo nenhum, apenas porque acabava descontando sua raiva em mim.

Aos 12 anos eu fugia e ia para a polícia mostrar os machucados que meu pai havia feito. Eu me tornei suicida porque se eu não podia viver com a minha mãe, não havia alternativas para mim. Eventualmente, quando eu tinha 13 anos, a polícia entrou em contato com o conselho tutelar e tiraram a guarda do meu pai. Eu implorei para as autoridades me deixarem ficar com a minha mãe, mas eles me mandaram para um orfanato. Lá foi muito difícil. Era melhor do que com meu pai, mas eu não podia ter contato com a minha mãe, nem um telefonema, nem nada”.

Ao serem questionados sobre o caso do rapaz pelo canal ABC, o conselho tutelar afirmou que ao longo dos sete anos que o pequeno viveu com o pai, não havia provas suficientes de que ele estava sofrendo abusos para justificar a retirada da guarda.

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