Mãe de filho de 9 anos que se matou após sofrer bullying se diz culpada e faz apelo: “Ensinem seus filhos a amar”

Por: Stephanie Bevilaqua

Foto: Reprodução Facebook – Mãe e filho de 9 anos que cometeu suicídio após se assumir gay

O garoto de 9 anos se matou, pois foi vítima de bullying depois de assumir ser gay e mãe desabafa em depoimento emocionante

A mãe do garoto de apenas 9 anos que se matou na semana nos Estados Unidos por ser vítima de bullying após ter se assumido gay, dá depoimento emocionante após a perda do filho.

“Você quer saber como é estar morto enquanto ainda está vivo? Perca um filho. É doloroso. Seu coração se parte a cada segundo, e você não sabe o que fazer. A vida deixa de ser justa”, contou ela à BBC. “Estou acabada. Se não fosse por minha filha, não sei o que faria”.

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Jamel Myles, de 9 anos, se matou na semana passada semana após sofrer, durante quatro dias, bullying por homofobia em sua escola em Denver, nos Estados Unidos. Pouco tempo antes da tragédia, o pequeno Jamel havia confessado para a mãe Leia que era homossexual. O menino disse que não se importaria de compartilhar isso com outras pessoas, porque tinha orgulho por ser gay.

O garoto foi encontrado morto em sua casa na quinta-feira, 23 de agosto. Ele havia começado a quarta série há quatro dias.

“Tenho certeza de que ele contou isso para alguém (na escola) que achou que aquilo não era certo e decidiu perseguir ele. Já vi crianças perseguirem as outras por muito menos”, diz Leia.

A mãe também diz sentir-se responsável pela morte de Jamel justamente por não ter notado que seu filho sofria com o assédio moral das outras crianças na escola.

“Como sua mãe, eu deveria ter percebido sua dor, que ele estava sofrendo, e não fiz isso. Eu me sinto responsável por não ter visto a dor nos olhos do meu bebê.”, confessou ela.

“Meu filho e minha filha mais velha eram muito próximos. Meu filho voltou da escola e contou para ela que as crianças estavam falando para ele se matar. Ele não me procurou, e isso me machuca. Porque eu teria entendido, eu o teria defendido. Fico triste que ele tenha pensado que essa era a opção disponível”, desabafou.

A mãe deixou uma mensagem para os pais de outras crianças, que, como Jamel, também se identificam como gays.

“Ensinem seus filhos a amarem. Que é tudo bem ser diferente, porque somos todos diferentes. Ninguém é igual, e se fossemos iguais esse mundo seria muito chato. Nossas diferenças nos tornam iguais. Ensinem compaixão, respeito e a aceitarem mais uns aos outros”, diz Leia.

“Ensinem que, se você não gosta de algo ou alguém, que está tudo bem ficar quieto e se afastar, que não é necessário dizer sempre coisas ruins, que é bom chegar para alguém e dizer ‘Ei, você é especial, você é lindo’, porque todo mundo tem dor dentro de si e todo mundo precisa de palavras de apoio.”

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