Paralisada do pescoço pra baixo, mulher dá luz e conta como cuida de seu bebê

Por: Bruna Romanini

Foto: Reprodução DailyMail

Nicole Crawford se tornou mãe após passar por um tratamento que custou 38 mil reais

A australiana Nicole Crawford, 26 anos, sempre sonhou em ser mãe. Porém, após sofrer um terrível acidente de carro que a deixou nove meses internada no hospital e paralisada do pescoço pra baixo, ela achou que não poderia mais realizar este sonho.  Até que em novembro de 2016, Nicole deu à luz ao pequeno Reagan.

Mas o caminho para se tornar mãe não foi nada fácil para Nicole. Ela começou a perceber que poderia sim se tornar mãe em 2014. “Eu, minha mãe, meu irmão e minha tia nos mudamos para uma casa completamente adaptada para mim e isso fez minha vida ficar bem mais fácil. Foi neste momento que eu decidi que iria ter um bebê. Eu queria isso desde sempre e não entendia porque minha deficiência iria tirar isso de mim. Então, falei com a minha mãe sobre minha decisão e ela me apoiou completamente”, contou Nicole em entrevista ao jornal britânico DailyMail.

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Então, Nicole consultou um especialista em fertilização. “Ele disse que meu corpo era suficientemente saudável para engravidar”, recorda-se Nicole.

Contudo, o tratamento para engravidar custou muito caro. “Não tenho um marido ou namorado, então precisei de um doador de esperma e de um tratamento de fertilização in vitro. Cada rodada do tratamento custou R$7.600,00 e eu precisei fazer cinco para conseguir engravidar, então gastei R$ 38.000,00”, disse Nicole.

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Nicole descobriu que estava grávida em abril de 2016. “Foi completamente surreal, eu estava tentando engravidar por 13 meses e finalmente consegui. A gravidez foi considerada de alto risco, mas tudo correu muito bem e eu achei toda a gestação muito tranquila, quando comparado com o que eu já tinha enfrentado. O único problema foi que meu parto precisou ocorrer seis semanas antes do planejado. Meu bebê nasceu por meio de uma cesárea e não houve complicações no parto. Pude levar Reagan para casa após duas semanas no hospital e foi incrível”, disse Nicole.

Ajuda da família

Desde que levou Reagan para casa, Nicole tem contado com a grande ajuda de sua mãe. “Minha mãe se tornou uma avó em tempo integral. Eu não conseguiria cuidar do meu filho sem o apoio dela, ela que alimenta meu filho e também troca fraldas e lava suas roupinhas. O restante da família também ajuda”, afirma Nicole.

Nicole diz que sente um pouco de frustração por não poder segurar seu bebê no colo logo quando ele começa a chorar. “Quando ouço ele chorar, meu instinto materno quer pegá-lo na hora, mas eu não consigo e é bem frustrante. Mas sempre tem alguém da minha família que o segura e coloca no meu colo”, disse Nicole.

Para segurar o filho, é colocada uma almofada no colo de Nicole onde o pequeno fica deitado. “Eu sei que não posso fazer tudo que a maioria das mãos fazem, mas Reagan é o meu pequeno milagre e nós vamos conseguindo dar um jeito”, conclui Nicole.

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