Um bebê prematuro não resistiu após as enfermeiras terem esquecido de lhe dar leite diversas vezes. Além disso, a incubadora na qual o bebê estava ficou molhada de xixi e ninguém se preocupou em limpá-la.
O bebê Lakshith Guptha Nalla nasceu prematuro de 30 semanas. Quando recém-nascidos vêm ao mundo com 30 semanas, apesar do quadro da prematuridade exigir cuidados, as chances de sobrevivência são altas, entre 90% e 95%.
Porém, infelizmente, o pequeno Lakshith não resistiu a sequência de negligência a que foi submetido no Hospital Universitário do País de Gales. O bebê estava na maior unidade neonatal do País de Gales, no Reino Unido, e mesmo assim, teve um tratamento ch0cante.
Lakshith Guptha Nalla partiu com quatro semanas de vida em decorrência de desnutrição e desidratação além de hipotermia. O caso aconteceu no dia 11 de maio de 2024 e agora o Hospital está sendo julgado pelo que houve.
No Tribunal de Justiça de Pontypridd, a legista Rachel Knight afirmou que a “persistente e grave falta de pessoal” na unidade neonatal fez com que o bebê ficasse quatro horas sem se alimentar.
Além disso, a ausência de funcionários suficientes também fez com que ninguém percebesse que o bebê havia desenvolvido uma infecção e também não notaram que ele estava deitado em uma incubadora fria e úmida.
Atitude da enfermeira com bebê prematuro foi revelada
Durante o julgamento, foi revelado que no dia 9 de maio de 2024, ou seja, dois dias antes do bebê prematuro partir, a enfermeira responsável Pasqualina Mollo, desconectou a sonda de alimentação para que o pequeno pudesse ficar no colo dos pais.
Acontece que não havia mais sondas de alimentação disponíveis no hospital. “Acho surpreendente que as sondas de alimentação não estivessem disponíveis na maior unidade neonatal do País de Gales”, comentou a legista Rachel Knight.
Sendo assim, o bebê prematuro passou uma hora e meia sem a sonda. Para piorar, quando a sonda foi colocada novamente, a enfermeira colocou de forma errada e sequer percebeu o erro. Tal erro só foi ser percebido horas depois.
Para piorar, a enfermeira que colocou a sonda de forma errada no bebê ainda esqueceu de avisar a enfermeira do turno seguinte que o pequeno Lakshith havia perdido horários de alimentação. Ela também não realizou nenhum exame no bebê para verificar possíveis deficiências nutricionais.
Pais do bebê prematuro tomam atitude após ele partir
Entre a ausência da sonda e a sonda mal colocada, o bebê prematuro ficou no total quatro horas sem se alimentar. Quando os enfermeiros finalmente perceberam isso, realizaram exames de s4ngue que mostraram que o pequeno estava com hipoglicemia.
O quadro da criança piorou a partir daí. Ele sofreu acidose metabólica e respiratória, e estava com frio e desidratado quando partiu no dia 11 de maio do ano passado. Durante o julgamento, a legista Rachel Knight classificou o nível de atendimento como “totalmente inadequado”.
Apesar destes erros, não foi possível provar no julgamento que o bebê prematuro partiu por causa deles. “O bebê Nalla deveria ter recebido cuidados individuais, conforme as diretrizes. Devido à falta de pessoal na unidade e à ausência de equipamentos, ele não recebeu os cuidados adequados e ficou quatro horas sem se alimentar. Ele apresentava sinais de enterocolite necrosante, que provavelmente foi a causa de sua m0rte. Não há evidências suficientes de que as complicações relacionadas à alimentação do bebê Nalla tenham contribuído para o seu óbito”, disse a legista Rachel Knight.
A legista ainda contou que o hospital realizou mudanças para evitar erros como este no futuro. O hospital está elaborando uma carta para explicarem todas as mudanças que realizaram para que novos erros não ocorram.
Desde a difícil partida de seu filho, os pais do bebê prematuro, que são indianos, decidiram retornar para a Índia. Antes disso, o casal também escolheu doar o c0rp0 de seu filho para a realização de estudos a fim de evitar que outros casos como o dele ocorram.





