Cão Orelha: porteiro que teria visto tudo fala e impressiona

Porteiro emitiu nota sobre o Cão Orelha e os adolescentes
Porteiro falou sobre o caso do Cão Orelha e os adolescentes. / Reprodução Arquivo Pessoal
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O porteiro que teria sido citado no caso do Cão Orelha como testemunha das 4gressões que os adolescentes fizeram contra o cachorro se pronunciou publicamente pela primeira vez. E ele impressionou ao dar a sua versão sobre o que aconteceu.

Inicialmente, foi noticiado que este porteiro teria visto e filmado as agressõ3s que os adolescentes fizeram contra o cão Orelha. E que este porteiro, inclusive, teria sido ame4çado por dois pais e um tio dos adolescentes para que não mostrasse as imagens e não denunci4sse o caso.

Nos últimos dias, a própria p0lícia civil já havia explicado que o porteiro não fez vídeo desses jovens agredind0 o Orelha. O que havia eram uma foto de dois destes jovens.  “Não existe vídeo da agressã0 do Orelha. Se houvesse esse vídeo a situação seria mais fácil de esclarecer. Existia uma foto de dois desses adolescentes e o porteiro com o intuito de identificar que seriam as pessoas envolvidas nesses atos, ele tirou foto de dois jovens. E ele apagou esse material. Mas nós conversamos com o porteiro e ele explicou que o vídeo nunca existiu”, explicou a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pelo caso.

E agora, o porteiro deu a sua versão por meio de uma nota do seu advogado, Dr. Marcos Vinícius de Assis dos Santos, enviada ao Floripa Mil Grau. Na nota, o porteiro confirma que s0freu ame4ças tanto por parte da administração do condomínio no qual trabalha quanto por parte dos pais e tio dos adolescentes que teriam at4cado o cão Orelha.

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Na nota, o advogado do porteiro disse: “Após os relatos mencionados e a notícia da m0rte do animal, o porteiro passou a ser alvo de constrangimentos e ameaç4s em seu ambiente de trabalho por parte da administração do condomínio, tais como, ame4ça escrita de advertência (não concretizada em razão da recusa no seu recebimento e assinatura por parte do porteiro), admoestação verbal, culminando na imposição compulsória de férias, sem prévio aviso legal, e ame4ças por parte dos familiares dos adolescentes supostamente envolvidos no ocorrido”.

Porteiro afirma que não viu o que aconteceu com o cão Orelha

Além disso, na nota de seu advogado, o porteiro também afirma que não viu os adolescentes cometerem 4gressões contra o cão Orelha.  “Mais ainda, passou-se a divulgar, falaciosamente, que o porteiro teria filmado o momento da vi0lência praticada contra o cachorrinho Orelha. Essa informação não é verdadeira. Jamais houve, por parte do porteiro, qualquer filmagem do ocorrido. Fato esse devidamente esclarecido perante as autoridades p0liciais. O que se está fazendo é colocar um trabalhador sério, honesto com mais de 13 anos de atuação sem qualquer intercorrência em sua atividade laborativa, como testemunha ocular de um fato não presenciado”.

O advogado do porteiro afirmou que apesar de ele ter esclarecido todas essas questões com a p0lícia, continua s0frendo 4meaças. “Mesmo tendo esclarecido tudo isso, ele foi alvo de vi0lações à sua liberdade, intimidade, privacidade moral, ao trabalho digno e, principalmente, a sua segurança.  Em vista disso, nosso escritório foi procurado e contratado para a adoção de todas as medidas cabíveis para preservar sua intimidade e fazer respeitar seus direitos trabalhistas frente às vi0lâções s0fridas”, explicou.

O caso do Cão Orelha continua sendo investigado pela p0lícia de Florianópolis. Os celulares dos adolescentes que estariam envolvidos foram apreendidos. Estes jovens também vão ser ouvidos pelos investigadores. Além disso, dois pais e um tio dos adolescentes foram indiciados pelas ame4ças que fizeram contra o porteiro. Os homens indiciados são dois empresários e um advogado.  

A nota completa do porteiro sobre o caso do Cão Orelha

Confira a seguir a nota na íntegra que o porteiro emitiu por meio do seu advogado Dr. Marcos Vinícius de Assis dos Santos sobre o caso do cão Orelha:

Na condição de representante jurídico do porteiro citado no episódio que ganhou repercussão pública como “Caso Orelha”, venho a público, por intermédio do canal Floripa Mil Grau, esclarecer o que segue:

Assim que a notícia da m0rte do cachorro comunitário Orelha veio à público, diversas especulações começaram a surgir em torno dos autores desse fato h0rrendo, principalmente na região da praia Brava, em Florianópolis/ SC, local em que os fatos ocorreram, notadamente nos condomínios do entorno.

Nesse contexto, um dos porteiros da localidade relatou à administração do condomínio, como já o havia feito em ocasiões anteriores, sobre arruaças, algazarras e confusões, por parte de adolescentes.

Esses relatos feitos pelo porteiro à administração do condomínio não se limitaram aos dias contemporâneos aos fatos, mas em meses anteriores também, já que se tratava de atividade de seu ofício estar atento a situações atípicas e relatar o ocorrido. E assim sempre foi feito.

Mesmo tendo esclarecido tudo isso, ele foi alvo de vi0lações à sua liberdade, intimidade, privacidade moral, ao trabalho digno e, principalmente, a sua segurança.  Em vista disso, nosso escritório foi procurado e contratado para a adoção de todas as medidas cabíveis para preservar sua intimidade e fazer respeitar seus direitos trabalhistas frente às vi0lâções s0fridas.

Porteiro falou sobre o caso do Cão Orelha
Porteiro fez uma nota sobre o caso do Cão Orelha. / Reprodução Arquivo Pessoal
Nota de Porteiro sobre o caso do Cão Orelha
A nota do porteiro sobre o caso do Cão Orelha. / Reprodução
Adolescentes que estariam envolvidos em caso do Cão Orelha
Adolescentes que estariam envolvidos no caso do Cão Orelha. / Reprodução Arquivo Pessoal
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