Uma carta revelou quem tirou a vida da avó, Cristina Antonini, 66 anos, a mãe Daniela Antonini, 42 anos, e a neta, Giovanna, um ano e 11 meses. A revelação da carta está de acordo com o que o laudo das investigações apontou.
Em maio, Cristina, Daniela e Giovanna foram encontradas sem vida dentro do apartamento em que viviam em Belo Horizonte. As três foram achadas no mesmo quarto, em cima da cama. E ao lado havia três bandejas com carvão queimado. Além das três, no mesmo quarto do apartamento da família também foram encontrados quatro pets da família, todos sem vida.
O laudo já havia apontado que avó, mãe e neta partiram em decorrência de asfixi4 por monóxido de carbono, que foi causado por carvões queimados no quarto em que estavam. Porém, agora uma carta revelou que foi a mãe, Daniela, quem tirou a vida de todos.
A polícia constatou a veracidade da carta de próprio punho escrita por Daniela. Nesta carta, Daniela afirma que sérios problemas financeiros a levaram a fazer isso. Ela ainda disse que tinha apenas 0,07 R$ na conta.
Em um dos trechos da carta, Daniela escreveu: “Só Deus é meu juiz! Sinto muito. Eu tentei de todas as formas, pedi ajuda às pessoas, aos céus e não deu. Foram mais de 2 anos de desespero…Acabou. Levo comigo os que dependem de mim e arcarei com as consequências espirituais”.
Ela então falou sobre seus problemas financeiros e que jamais pensou que viveria uma situação como essa: “Tenho 0,07 R$ na conta. Uma dívida gigante, aluguel incalculável. Nunca imaginei que passaria essa situação”. (…).
Na carta, Daniela ainda pede que as pessoas 0rem por ela, para que seja perdoada. “Não quero nada agora, só oração, pra, se realmente for pecad0, que Deus me perdoe. Deixo as flores vivas, não precisa de homenagem. (…)”.
Em um outro trecho, Daniela ainda ressalta que não quer que ela, avó e neta sejam salvas. “E não nos salvem depois de feito o ato, não será de ajuda viver, sobreviver como estou”, disse ela.
De acordo com a delegada Iara França Camargos, responsável pelo caso, o que houve foi um homicídi0 seguido de suícid10. “Chegamos à conclusão de que ela arquitetou o ato, o que caracteriza o cr1me de h0micídi0 seguido de su1cídi0”.
A delegada ainda explicou que a avó nada fez porque já estava dormindo sob efeito de medicação. “Ela (Daniela) vedou o ambiente, preparou os braseiros e deitou com a filha e a mãe que já dormia sob efeito de medicação”, explicou.
Amiga revela que avó não concordava com Daniela
Uma das melhores amigas da avó Cristina Antonini, Marci Oliva Ferraz, havia desabafado sobre as difíceis perdas. Ela falou sobre este assunto antes do laudo e da carta levarem a conclusão de que Daniela havia sido a responsável pelo que aconteceu.
Na ocasião em que falou sobre sua grande amiga Cristina, Marci ressaltou que ela era radic4lmente contra o suíc1di0. “A gente não sabe o que pode ter acontecido, se falaram algo do tratamento da Giovana. Queremos que a investigação coloque a limpo tudo que for, por mais que doa na gente. Mas que isso apareça porque está muito estranho. Cristina era radicalmente contra suicídi0”, destacou Marci.
A pequena Giovanna tinha uma má formação no esôfago e por isso precisou de uma série de procedimentos e cuidados especiais desde o seu nascimento. Ela se alimentava por meio de uma sonda.
O pai da pequena Giovanna pagava a pensão e o plano de saúde da bebê, ele também a visitava a cada 15 dias. Mas eram sempre visitas monitoradas porque no passado Daniela havia requisitado uma medida protetiv4 contra ele.






