Uma decisão sobre o padrasto da menina Ana Alice Santos França, Douglas Júnior Nogueira, veio à tona. Esta decisão surgiu após o resultado dos exames da criança de 11 anos ter gerado uma grande reviravolta no caso.
A menina Ana Alice foi encontrada desacordada em sua casa no dia 11 de novembro. Foi o padrasto quem a encontrou desacordada na sala e com um cordão de um brinquedo enroscado no queixo.
Ana Alice chegou a ficar internada por dois dias no Hospital das Clínica de Ribeirão Preto, mas infelizmente, ela não resistiu e partiu no dia 13 de novembro. No dia 15 de novembro, o padrasto foi detido. A suspeit4 era de que ele teria estvpr4d0 Ana Alice e depois tirado a vida dela.
Isto porque foi encontrado na região íntima de Ana Alice um material semelhante ao sêm3n. Além disso, também foram encontradas l3sões na região íntima da menina. Contudo, um exame do material encontrado no c0rp0 de Ana Alice trouxe uma reviravolta ao caso.
Padrasto pode não ter sido responsável pela partida da menina Ana Alice
Acontece que os exames realizados na menina Ana Alice descartaram que o material encontrado na sua região íntima seja sêm3n. Também foi descartado dr0gas e venen0 no c0rp0 de Ana Alice. A p0lícia civil está aguardando ainda a conclusão do exame anatomopatológico a fim de determinar a causa da m0rte da criança e também o que causou a lesã0 encontrada em sua região íntima.
Diante desta situação, a justiç4 decidiu prorrogar a prisã0 do padrasto por mais 30 dias. O padrasto continua negando envolvimento no cr1me e cedeu espontaneamente seu material genético para as investigações. O padrasto alega que estava dormindo e que quando acordou encontrou Ana Alice na sala já desacordada.
O padrasto é o único suspeit0 que está detido no caso de Ana Alice. Contudo, a p0lícia já confirmou que existe um outro suspeit0 que também teve seu material genético recolhido, mas não foi revelado quem é. A menina Ana Alice vivia em Serrana, interior de São Paulo, com o seu padrasto, a sua mãe, uma irmã de 15 anos e um irmão de 19 anos.
O que pode ter acontecido com a menina Ana Alice?
O delegado responsável pelo caso, Sebastião Vicente Piccinato, contou para a EPTV como está a investigação. “É um caso complexo, esse caso exige tempo e rigor técnico na investigação. Nós estamos dependendo de provas periciais. No caso foi colhido o material e estamos aguardando um exame anatomopatológico para saber se a lesã0 foi por causa de uma d0ença pré-existente que a menina tinha, que pode ter provocado a lesã0, se foi por um instrumento contundente. Com base em toda essa prova subjetiva colhida, a ficha clínica da paciente, será solicitado um exame complementar para que o médico defina a causa da m0rte. Já que até então ela é inconclusiva”.
Ele ainda levantou uma outra hipótese para a lesã0 na região íntima de Ana Alice, que não seja o estvpr0. “Pode ser alguma d0ença ou a própria vítim4 se autolesi0na. A gente quer saber há quanto tempo foi produzida essa lesã0. Esses exames que foram requisitados, inclusive pelo legista, por ocasião da necr0psia, eles já vão dar para nós um norte, qual que é o tempo daquela lesã0. O processo regenerativo em que fase que se encontrava, a gente consegue estimar qual é o tempo da lesão”.
O delegado continuou: “E nisso a gente define qual a causa provável da m0rte, foi apenas uma 4sfixia mecânica ou teve alguma outra causa adjacente que levou ao quadro de óbit0. Tudo isso é importante, vai ser analisado pelo médico legista e a gente vai aguardar o resultado desses exames”.
Dias antes da decisão por pedir a prorrogação da prisã0 do padrasto da menina Ana Alice, o delegado já havia falado sobre esta possibilidade. “(A prisã0 do padrasto) tá nesse prazo de 30 dias que é o prazo de ser concluída a investigação e havendo necessidade de justa causa, a gente pode até pedir a prorrogação da prisã0, ou em hipótese inversa, não estando comprovada a autoria também representar o juízo pela expedição do alvará de soltura”.





