Novas fotos revelaram o que os pais adotivos Mayara Coraci e Erik Coraci fizeram com os seus três filhos adotivos dois meninos de 10 anos e 9 anos e uma menina de cinco anos. O casal Mayara e Erik estão pres0s pelo que fizeram com as crianças.
O caso aconteceu em Jundiaí, interior de São Paulo há pouco mais de uma semana. Os pais adotivos Mayara e Erik Coraci foram pres0s por maus trat0s contra seus filhos, especialmente o mais velho.
O mais velh0, inclusive, precisou ser hospitalizado devido as agressões. “Pelo que a médica explicou era t0rtur4 sistêmica, o freio da língua da criança estava completamente comprometido porque ela colocava uma meia na b0ca da criança…ai cara, não vou conseguir falar com essa voz embargada não…”, desabafou o guard4 municipal que atendeu as crianças, Nilton dos Santos.
Depois de alguns dias, Nilton dos Santos explicou para a Rec0rdTV: “Hemat0mas negr0s muito fortes, marcas muito fortes por todas as costas, protuberância da lombar até a perna. A médica me falou: ‘eu não sei como te explicar isso, são múltiplas fr4turas aparentemente, eu mandei fazer raio-x mas só pelo exame do toque…’. E visivelmente, a olho nv dava pra ver que tinham muitas fr4turas ali e marcas de c0rtes”.
Pais haviam comovido o país com a sua história de adoção
Quando adotaram as três crianças, há um ano, os pais Mayara e Erik Coraci comoveram o país com sua história. Isto porque eles entraram na fila de adoção e apenas seis horas depois já conseguiram adotar os três irmãos.
O vídeo no qual eles aparecem conhecendo as crianças emocionou e fez com que Mayara, que é enfermeira obstetra e doula, se tornasse uma referência de maternidade. Ela alcançou mais de 60 mil seguid0res nas redes sociais.
Mas a verdade sobre o que o casal estava fazendo com as crianças veio à tona na escola. Para as professoras e diretora, o menino mais velh0 contou o que estava passando. Ele era submetido a constantes t0rturas. Seu irmão também apanh4va, mas menos. A caçula não apanh4va, mas via os irmãos serem 4gredid0s pelo casal.
Entre as t0rturas estavam privação de sono, ficar 15 dias sem tomar banh0, f0me. O garoto de 10 anos relatou que o pai já chegou a quebr4r uma garrafa em seu ombro e a mãe já b4teu nele com uma raquete.
A diretora da escola particular que as crianças frequentavam, Alair Damasco, desabafou sobre o caso para a Rec0rdTV. “Ele chegou e falou o seguinte: ‘agora eu não aguento mais. Eu ap4nhei mais ainda. Nesse dia ele veio com a mãozinha inchada de ap4nhar. Quando eu coloquei a mão onde ele disse que doía (região lombar), eu falei: ‘deixa eu ver’. E ele falou: ‘veja’. Tava tudo marcado”.
A diretora ainda disse: “Nós fomos tratando com muito cuidado, muita sensibilidade e muito respeito a eles. A gente não podia já ir falando, nós temos que ter pr0vas porque sempre pedem né? Sempre pedem provas. E ele me dizia: tia, eu não aguento mais, não me deixe voltar”.
A diretora também se emocionou ao relatar que nunca havia passado por uma situação assim. “Em tantos anos de escola…nós nunca tivemos uma situação dessa. Nunca! Quando ele me disse: ‘Eu quero ficar no abrigo’. Nossa, aquilo, me d0eu tanto porque é um menino de 10 anos, ele tava decidindo”.
Pais demonstraram frieza ao serem questionados
A escola acionou o conselho tutelar e este, por sua vez, acionou a p0lícia. Os pais adotivos foram pres0s em fl4grante. O guard4 municipal André Casteli foi quem acompanhou a prisã0 do casal e revelou como eles se comportaram.
Para a Rec0rdTV, o guard4 destacou a frieza dos pais adotivos. “Eu fiquei com os pais, em nenhum momento apresentaram sinal de preocupação, arrependimento, ou mesmo desviaram o olhar. Não se preocuparam com o fato da criança estar d0ente, com dificuldade para andar. Como se já soubessem ao fundo o que tivesse acontecido ali. Nenhum estranhamento deles e muita frieza”.
As crianças, no momento retornaram para o abrigo. Elas ainda não podem ser adotadas novamente. As crianças vão continuar frequentando a mesma escola particular porque receberam bolsas. “Eu gostaria que eles voltassem com mais tranquilidade e que eles tenham a possibilidade ainda desse encontro de uma família que possa ajudá-los, uma família real”, destacou a diretora da escola.






