A gêmea da menina Alícia Valentina, 11 anos, desabafou após um colega ter tirado a vida da sua irmã na escola. O difícil caso aconteceu na Escola Municipal Tia Zita em Belém do Sã0 Francisco no Pernambuco.
O caso aconteceu no dia 3 de setembro. Alícia Valentina havia acabado de chegar na escola quando foi ao banheiro. No local, um colega de 12 anos a abordou. O colega teria tentado “ficar” com Alícia, mas ela negou. Diante disso, o garoto começou a 4gredir a menina, imagens da câmera de segurança do colégio revelaram este momento.
A irmã gêmea de Alícia Valentina teria presenciado esta difícil cena, tendo sido uma das testemunhas que depois vieram a falar com os investigadores. Foi a gêmea, inclusive, quem relatou aos investigadores que apenas o garoto de 12 anos 4grediu sua irmã, já que inicialmente achava-se que outras crianças estavam envolvidas.
Após a agressã0, Alícia deixou o banheiro com a mão no rosto tentando est4ncar o sangr4mento no nariz e foi falar com uma funcionária da escola. A funcionária levou a menina Alícia Valentina para o hospital municipal.
Alícia Valentina era muito próxima de sua irmã gêmea
Ao chegar no hospital municipal, as versões sobre o ocorrido variam. Isto porque a direção do hospital afirma que a mãe de Alícia Valentina tirou a menina da unidade sem autorização da médica ou de qualquer outro profissional.
A mãe afirma que deixou o hospital com a filha porque esta era a maneira que o local costumava funcionar. “Fui para o laboratório, aplicou injeçã0 na menina. A médica não voltou novamente para dar alta e nem ver a menina. Lá é assim: a gente toma uma injeção, manda ir para casa. Não falaram nada. Ninguém me deu essa ordem aí (de conceder a alta ou manter Alícia no hospital), nem a médica, nem as enfermeiras no laboratório”, explicou.
Ela ainda ressaltou que a médica disse que o caso de sua filha não era grave. “Quem estava no hospital com ela foi a coordenadora (da escola). Cheguei lá e disse: ‘que foi que aconteceu?’. Ela (a coordenadora) disse: ‘foi um murr0 no nariz e um murr0 no ouvido. E saiu s4ngue pelo ouvido e pela boca. Entrei com ela, a coordenadora, e Alícia no consultório. Ela (a médica) examinou. A coordenadora disse: ‘é grave?’. Ela respondeu: ‘não é grave’. A médica que falou que não era grave”.
Fato é que após ter deixado o hospital, a menina continuou apresentando muitas dores. E algumas horas depois, ela foi levada por sua família a um posto de saúde. De lá, Alícia foi transferida ao hospital municipal. Do hospital municipal, devido a gravidade do caso, ela foi para um hospital maior em outra cidade.
Por fim, a menina foi transferida ao Hospital da Restauração, no Centro do Recife, que é referência em traumatologia. Infelizmente, Alícia Valentina não resistiu e teve m0rte cerebr4l no dia 7 de setembro.
Alícia era muito próxima de sua irmã gêmea. A garota era descrita, segundo a F0lha de S. Paulo, como doce e atenciosa. Ela também sempre cumprimentava seus vizinhos com abraços, pedia benção e desejava bom dia no seu caminho para a escola. Sua mãe relatou que a filha era tranquila e não relatava nenhum tipo de conflito na escola.
Alícia e sua irmã gêmea eram tão próximas que os professores e vizinhos chegavam a confundi-las. A menina estava fazendo aulas de c4tequ3se e se preparava para a sua primeira c0munhão. Alícia também gostava de estar arrumada, era bem vaidosa e tinha o sonho de ser modelo.
Irmã gêmea emociona ao falar de Alícia Valentina
Ainda segundo a F0lha de S. Paulo, Alícia e sua irmã gêmea eram muito sorridentes. E as risadas delas são lembradas por familiares e vizinhos. As meninas eram chamadas carinhosamente de “paquitas da Xuxa”.
A irmã gêmea agora emocionou com a maneira como passou a se referir a Alícia. Ela passou a chamar a sua irmã de sua “estrelinha”. O garoto de 12 anos que tirou a vida de Alícia encontra-se aprendido.





