Maiores detalhes sobre o que os quatro adolescentes fizeram contra o cão Orelha foram revelados e impressionaram a todos. Também foram apontadas pessoas e ao menos um outro cachorro que também foram vítim4s destes jovens.
Em coletiva de imprensa, os delegados responsáveis por este caso explicaram em detalhes o que aconteceu. Eles explicaram que o cão Orelha foi at4cado pelos adolescentes na madrugada do dia 4 de janeiro. E ele foi achado agonizando no dia 5 de janeiro, vindo a f4lecer enquanto o veterinário tentava salvá-lo. “Segundo o laudo ele chegou a ser socorrido com vida e morreu durante as manobras para tentar salvá-lo”, explicou a delegada Mardjoli Valcareggi.
A delegada ainda falou o que o laudo feito pelo veterinário após a partida do cão Orelha apontou. “Com relação ao laudo foi atestado como lesão com instrumento contundente, pode ser um pau ou uma garrafa ou outro objeto. Ele m0rreu em decorrência de uma panc4da na cabeça”, explicou.
Adolescentes agiram contra outro cachorro e também pessoas
O cão Orelha não foi a única vítim4 dos adolescentes. Conforme os delegados responsáveis pelo caso revelaram em coletiva de imprens4 durante uma sequência de noites, estes jovens promoveram uma série de cr1mes pela região da Praia Brava em Florianópolis.
Um dia após o cão Orelha ter sido ass4ssinado, eles fizeram um cachorro caramelo de vítima. “Tudo acontece durante a noite, esse grupo de adolescentes que ficava pela rua na região da Praia Brava. Nós temos imagens deles pegando esse cão caramelo no colo e relato de testemunhas falando que eles arremessavam esse cão ao mar”, contou a delegada Mardjoli.
Felizmente, este cachorro caramelo sobreviveu e foi adotado por um dos delegados que investiga o caso. “Ele está bem e protegido foi adotado por um dos nossos delegados”, explicou Mardjoli. Além disso, pessoas também foram vítimas desses jovens. “E há cr1mes contra a honra contra porteiros e pessoas que faziam rondas na região, furt0s de bebidas alc0ólicas e depredação de patrimônio público”, destacou a delegada.
Familiares dos adolescentes foram indiciados pelo que aconteceu
A delegada também explicou que justamente por terem ocorrido vários cr1mes, não apenas contra o cão Orelha, são muitos pontos que precisam ser investigados. Um outro cr1me que ocorreu foi a coação de um dos porteiros da região que testemunhou as 4gressões que os adolescentes cometeram contra o cão Orelha.
Acontece que três familiares dos jovens, dois empresários e um que é advogado, tentaram coagir um porteiro que testemunhou o caso. “Nisso surge uma outra situação, uma coaçã0 praticada por maiores em relação a testemunha, e ela concluiu ontem o inquérito sobre este processo e indiciou três indivíduos maiores que tem relação familiar com os menores. Pessoas tentaram intervir nas investigações e foram indiciadas por causa disso. Esse é o inquérito concluído ontem (26). Tem também o inquérito envolvendo os maus tratos contra o Orelha e contra o cão caramelo”, explicou o delegado-geral Ulisses Gabriel.
Estes homens foram indiciados, mas não foram pres0s. A delegada Mardjoli também esclareceu que não existe um vídeo dos adolescentes agedind0 o cão Orelha. Esta informação foi muito divulgada nas redes sociais, mas não é verdadeira.
A delegada explicou: “Não existe vídeo da agressã0 do Orelha. Se houvesse esse vídeo a situação seria mais fácil de esclarecer. Existia uma foto de dois desses adolescentes e o porteiro com o intuito de identificar que seriam as pessoas envolvidas nesses atos, ele tirou foto de dois jovens. E ele apagou esse material. Mas nós conversamos com o porteiro e ele explicou que o vídeo nunca existiu”.
Ela também ressaltou que a ausência de um vídeo da agressã0, não significa que não há outras provas. “Não existir o vídeo do Orelha não significa que não existam outras provas, exemplo de análise de imagem de câmera de monitoramento, depoimentos de testemunhas e tudo isso. Todos esses fatos vão ser apurados também”.
A p0lícia também confirmou que dois dos adolescentes envolvidos na agressã0 ao cão Orelha estão no momento de férias nos Estados Unidos, mais especificamente na D1sney. “Com relação a D1sney havia uma viagem programada já. Esses jovens estavam em uma viagem de formatura e foram vários jovens que foram, não só eles. Estão convocando manifestação no aeroporto, mas são 115 jovens que estão lá, sendo que só dois tem relação com o caso. Então vamos montar uma estrutura para a recepção desses jovens, especialmente desses que não tem nada a ver com isso”, explicou o delegado Ulisses.





