Mãe de Ana Beatriz fala 1 mês após confessar e faz revelação

Mãe de Ana Beatriz falou um mês depois de ter confessado
A mãe da recém-nascida Ana Beatriz desabafou sobre a sua filha um mês após confessar. / Reprodução
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A mãe da bebê recém-nascida Ana Beatriz falou um mês após ter confessado o que fez com sua filha que tinha apenas 15 dias. Eduarda de Oliveira, 22 anos, encontra-se detida. Ela foi a responsável por tirar a vida de sua bebê em Novo Lino, Alagoas, em um caso que gerou grande comoção em todo o país.

Durante alguns dias no mês passado, acreditou-se que a pequena Ana Beatriz havia sido sequestr4d4, já que esta foi a versão inicialmente dada por Eduarda. A situação, inclusive, gerou grande preocupação entre mães de recém-nascidos em todo o país.

Porém, passados alguns dias, após intensas investigações, a mãe Eduarda acabou confessando que tirou a vida de sua bebê Ana Beatriz. Ela mostrou o local onde havia escondido a bebê, em um armário na lavanderia de sua casa. Eduarda alegou que agiu contra sua filha porque a bebê estava chorando muito de madrugada, já há vários dias. E que isto estaria lhe deixando estressada e por isso teria asfixi4d0 a bebê com um travesseiro.

Agora, o advogado de Eduarda, Josenildo Menezes, revelou que conversou com ela. O advogado a visitou na pris40 esta semana. E ele contou que a mãe irá tentar alterar o crim3 pelo qual está respondendo.

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No momento, o inquérito da polícia civil concluiu que Eduarda irá responder por homicídi0 qualificado, ocultação de c4dáver e comunicação falsa de cr1me. Eduarda e seus advogados querem que ela responda não por homicídi0 qualificado, mas sim por infanticídi0. A pena nos casos de hom1cidi0 qualificado varia de 12 a 30 anos. Já no caso do infant1cidi0, a pena é bem menor, variando entre dois e seis anos.

Após visitar a mãe, o advogado dela revelou: “A gente juntou nos autos um pedido para que ela seja acompanhada por um profissional particular que a defesa indicou. (Esperamos) o deferimento por parte do magistrado”.

Acusações contra a mãe de Ana Beatriz podem mudar

Os próprios delegados responsáveis pelo caso, delegados João Marcello e Igor Diego, afirmaram ao concluírem o inquérito que a acusação de homícidi0 qualificado pode mudar para infanticídi0. “Em relação a ser infanticídio ou não, que é quando a mãe m4t4 o filho por estar sob vi0lenta emoção do estado puerperal. Alguns exames foram feitos no sistema prisional e até o momento não recebemos nenhuma informação nesse sentido, que ela estava sob esse estado do puerpério que teria motivado esse cr1me”, contou o delegado João Marcello.

Ele então continuou: “Mas o juízo pediu vários exames, eles ainda vão ser feitos e nada impede que mais pra frente mude essa classificação de homicídi0 qualificado para infanticídio. Mas nós enquanto polícia civil tínhamos um prazo para conclusão do inquérito pelo fato da mãe da criança estar pres4 e até o momento concluímos por essa questão do homicídi0 qualificado”.

Mãe da bebê Ana Beatriz pode ter um cúmplice

No momento, os policiais estão investigando se a mãe de Ana Beatriz teve algum cúmplice para a ocultaçã0 do cad4ver. Esta questão ficou ainda maior após ter sido constatado que o c0rpinh0 da bebê foi mudado de lugar ao longo dos quatro dias em que ficou escondida por Eduarda.

O delegado João Marcello explicou: “Laudos constataram que o estado de conservação que a criança se encontrava não seria compatível com quatro dias dentro de duas sacolas naquele armário na área de serviço da casa. O estado de decomposiçã0 ainda estava na fase inicial do estado gasoso, bem inicial. O estado de decomposiçã0 seria muito rápido ainda mais em uma recém-nascida que é mais rápido que em um adulto”.

Ele continuou: “Então para quatro dias, dentro de uma sacola, no armário era para o estado ser mais avançado. Ai seria compatível para aquele c0rp0 ser retirado do local, ter sido refrigerado e voltado para aquele armário”.

O delegado então falou sobre a possibilidade da mãe ter tido ajuda. “Mas em relação a isso, as diligências terão oportunidade para comprovar se este fato aconteceu ou não e se alguém auxiliou na questão da ocultaçã0. E quem auxiliou responderá pelo crime de ocultação de cadáver”.

O delegado ainda explicou que as investigações continham para descobrir se a mãe teve um cúmplice ou não. “Até o momento a única responsável indiciada foi a mãe da criança. Com relação a participação de um terceiro, continuamos em diligências para saber se realmente houve participação de um terceiro. Ou se ela agiu sozinha para ludibriar as investigações”.

Ele continuou: “Essa parte de um terceiro continua sendo investigada pela polícia civil. Com relação aos crimes de homicídi0 qualificado, ocultação de c4dáver e falsa comunicação de crime, agora fica a cargo do ministéri0 público e do poder judiciário uma vez que já encerramos o inquérito nestas partes”.

Local que a mãe apontou como o paradeiro da bebê
Local em que a mãe apontou que a recém-nascida estava. / Reprodução Instagram
Delegados falaram sobre Eduarda, mãe de Ana Beatriz
Os delegados falaram sobre a mãe de Ana Beatriz e o caso. / Reprodução
A mãe de Ana Beatriz fez desabafo
A mãe da recém-nascida Ana Beatriz falou da sua filha. / Reprodução
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