A mãe da menina Laura Rebeca de um ano e quatro meses que partiu em uma creche irregular no Distrito Federal desabafou pela primeira vez. Lorraine Stephanie, 27 anos, desabafou sobre o que aconteceu com a sua filha.
A bebê havia ido pela primeira vez nesta creche. De acordo com o pai, Pablo Vitor, a avó da criança, que geralmente ajuda nos cuidados quando os pais não podem, tinha um compromisso. E por isso eles decidiram deixar a filha neste local que foi indicado por outras pessoas.
A cuidadora afirmou que quando foi checar a menina Laura Rebeca percebeu que ela estava enf0rcada no cinto do bebê conforto no qual estava. O pai destacou o que seria um descaso da cuidadora para com sua filha.
O pai disse para a Gl0b0: “A cuidadora colocou ela para dormir no bebê conforto. Ai duas horas depois, olha a demora! Uma bebê ficou duas horas sem a supervisão do adulto, sem os cuidados! E ai depois de duas horas do silêncio, ela foi olhar e disse que a criança tinha sido suf0cada na cadeirinha”.
O caso aconteceu na última quinta-feira (11). O pai também falou sobre sua reação ao ver a filha. “Quando eu cheguei lá que eu vi o c0rpinh0 dela, marcas no pescoço, nariz com s4ngue, desoladora a cena. Muito tr1ste ver o c0rp0 da minha filha sendo levado pelo IML”.
Mãe havia levado a menina Laura Rebeca pela primeira vez na creche
Esta foi a primeira vez que a menina Laura Rebeca tinha ficado na creche. Sua mãe, Lorraine Stephanie, contou para a Rec0rdTV: “Foi a primeira vez que eu tinha deixado ela para trabalhar porque como eu disse, a Laura nunca tinha ficado com estranh0s. E eu fui mesmo pela indicação da menina. E eu não sabia que a minha filha ia m0rrer”.
A mãe ainda contou que precisava trabalhar. “E eu preciso trabalhar porque eu cuido dos três sozinha. Graças a Deus eu tenho o apoio da minha família, dos meus familiares e nesse dia infelizmente ninguém podia ficar com ela. E ai eu levei ela para lá”.
A mãe também contou como ficou sabendo do que havia ocorrido com sua filha. “Eu tava no salão, ela já tinha me mandado algumas fotos da Laura almoçando, falou que ela tinha acabado de almoçar e dormiu. E ai fui para o salão normalmente trabalhar. Quando eu cheguei no salão, a menina que trabalha com unha que os filhos dela também ficam né? Lá na babá. Falou: Lorraine corre porque sua filha se machuc0u com o cinto de segurança do bebê conforto”.
Ela também revelou que o bebê conforto não era seu. “Ai eu falei? Bebê conforto? Mas eu nem tinha deixado ela no bebê conforto, na minha cabeça ela tava no carrinho. Sai correndo achando que era um simples machuc4do ou às vezes uma questão de colocar pontos. Quando eu cheguei lá, a SAMU já tava tentando reanimar ela, mas não deu, ela se foi”.
Para a Gl0b0, a mãe detalhou como foi o atendimento para a menina. “Quando eu cheguei lá eu vi a SAMU e não consegui nem entrar quando eu vi eles tentando reanimar ela. Porque ela teve parada cardiorespiratória, ficaram 40 minutos tentando reanimar minha filha e não conseguiram”.
Cuidadora estaria contando várias versões sobre o que houve com a menina
De acordo com a mãe da menina Laura Rebeca, a cuidadora estaria contando três versões diferentes sobre o que aconteceu. “Ela tá contando três versões, ela nunca conta a mesma coisa. Para mim, se a Laura tivesse m0rrido asfixi4da ela estaria roxinha, lábios roxos. E ela não estava, ela tava bem fisicamente, só estavam umas marcas no pescoço dela que eu não sei o que é aquilo”.
O Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF) emitiu uma nota sobre o caso. Eles afirmaram que a creche em questão estava irregular. “CEDF Informa que, ao tomar conhecimento da existência de determinado estabelecimento oferecendo serviço educacional de forma irregular, a Diretoria de Regulação e Supervisão da Rede Privada determina a visita técnica ao local para averiguar as condições de estrutura educacional, verificar o número de crianças atendidas e a faixa etária”.
Eles continuaram: “Constatada a irregularidade no funcionamento de estabelecimento irregular, o CEDF encaminha ofício ao DF Legal, que é o órgão que pode impedir o funcionamento do estabelecimento. O Conselho de Educação encaminhará no prazo de 3 dias úteis ofício ao DF Legal com as informações levantadas em supervisão in loco”.





