A mãe da menina Alice, a fotógrafa Dayana, retornou para a escola em que a sua filha partiu após a penteadeira ter caído em cima dela. Ao chegar ao local, a família falou sobre as decisões que tomaram em relação ao colégio.
A menina Alice e seu irmão gêmeo haviam completado 4 anos de idade um dia antes dela partir. No dia 5 de agosto, a menina estava na sua escola particular CEV em Teresina, Piauí, quando a penteadeira da brinquedoteca caiu sobre ela. Seu irmão gêmeo presenciou tudo.
Alice chegou a ser levada para uma ambulância, onde tentaram ressuscitá-la, mas infelizmente ela partiu. Agora, o laudo apontou que a causa da partida da menina foi edema cerebral difuso e traumatismo cranioencefálico, depois de ter sido atingid4 pela penteadeira na escola em que estudava. O caso continua sendo investigado pela P0lícia Civil.
Na última segunda-feira (11), a mãe de Alice, a fotógrafa Dayana Br4sil, retornou para a escola de seus filhos para buscar os pertences da filha. Ela foi acompanhada do cunhado e mais familiares.
Ao chegar na escola, a mãe da menina Alice desabafou: “A memória continua, ela é presente no pensamento da gente o tempo inteiro. Eu sinto o cheiro da minha filha, eu escuto a voz da minha filha, o tempo inteiro. E eu não vou parar, não posso parar, a memória dela é muito forte. Porque ela era uma menina muito marcante, muito especial, eu não vou parar. Pessoalmente ninguém da escola nos procurou, recebi mensagem do presidente do CEV pelo celular ainda”.
Mãe e pai de Alice tomam decisão sobre a escola
A mãe e o pai de Alice, a fotógrafa Dayana Br4sil e o maj0r Claudio Sousa, tomaram uma decisão sobre a escola que seus gêmeos frequentavam. Eles vão tirar o seu filho que sobreviveu do colégio.
O tio paterno de Alice falou sobre isso. “Eu estou aqui para isso hoje. Eu a pedido do pai e da mãe, eu vim apresentar a certidão de óbit0 da pequena Alice ao colégio, para cancelarmos o contrato, a matrícula da Alice. E vim solicitar a escola a documentação referente ao processo de transferência do Arthur, porque a família não põe mais os pés aqui”, afirmou o tio.
Ele ainda comoveu ao falar sobre como a família está. “Meu irmão não sabe, o pai não sabe como vai ser a vida daqui pra frente. E ele tá tirando forças de onde não tem para dar continuidade a criação do pequeno Arthur, o irmão gêmeo. Que ontem a noite estava em prantos, chorando pela irmã nos braços do pai. E o que o pai diz nesse momento?”.
A mãe e os demais familiares de Alice foram para a escola com camisetas nas quais estava escrito: “E se for seu filho amanhã? Justiç4!”. Ao sair do colégio com a mochila de sua filha, Dayana compartilhou: “Reflita: a mochila volta para casa. Alice, não. O que deveria carregar sonhos, hoje carrega saudade. Nenhuma mãe deveria voltar a escola sem o filho. A ausência pesa mais que qualquer mochila. Depois da tragédia, restou apenas o silêncio e a mochila”.
Mãe e pai de Alice querem que mudanças sejam feitas
A mãe e o pai de Alice também compartilharam um pedido para que seja criada uma lei a fim de garantir a segurança dos móveis em locais que são frequentados por crianças. Eles compartilharam a reflexão do professor Carlos Alberto.
Na reflexão ele diz: “O acidente que aconteceu com a criança Alice é o reflexo da ausência de uma cultura preventiva em nosso país e em nosso estado. As pessoas não levam a sério laudos, ou os laudos de inspeção são apenas proforma, acreditam que aquilo ali só é algo para ser feito para que seja liberado o funcionamento de um serviço.”
Ele então falou sobre criar uma lei com o nome de Alice. “É preciso que essa criança seja eternizada através de uma lei: a lei Alice Br4sil em nosso estado. Para que exijam inspeção e cuidado com nossas crianças em parques, escolas, em ambientes públicos”.
O professor concluiu dizendo: “O que aconteceu com ela é impensável, portanto, pelo menos que nós tenhamos a responsabilidade de eternizá-la através de uma lei para que a gente tenha o embasamento e possa cobrar através das pessoas a responsabilidade que é inerente na prestação de serviços em nosso estado e país. O que aconteceu com ela não pode ser corrigido, mas a gente precisa adotar uma cultura de segurança em nosso estado e em nosso país. Por isso eu defendo a importância da criação dessa lei para pr0teger as crianças em nosso estado”.





