Nova revelação sobre rapaz que entrou na jaula surge e choca

Detalhes sobre rapaz que foi na jaula da leoa vieram à tona
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Novas revelações sobre o rapaz que entrou na jaula da leoa vieram à tona e impressionaram a todos. Gerson de Melo Machado, conhecido como Vaqueirinho, partiu aos 19 anos de idade após ter entrado na jaula da leoa no Parque Arruda Câmara em João Pessoa na Paraíba.

O caso aconteceu no dia 30 de novembro. Agora, detalhes ainda mais difíceis sobre a vida de Gerson foram revelados. Além disso, a conselheira tutelar revelou detalhes muito trist3s da despedida do garoto.

Vaqueirinho escalou os altos muros do local no qual a leoa ficava. Ele então invadiu a jaula ao descer uma árvore. Assim que ele desceu, a leoa o atacou e ele acabou partindo. A causa da m0rte de Gerson foi ch0que hemorrágic0 após o perfuramento de vasos cervicais (estes incluem artérias e veias na região do pescoço), provavelmente causados por m0rdidas da leoa, segundo o Instituto Médico Legal.

Conselheira tutelar revela detalhes da vida do rapaz Gerson e impressiona

A conselheira tutelar Verônica Oliveira acompanhava a história de Gerson, o Vaqueirinho, desde quando ele tinha sete anos de idade. Os professores começaram a notar que havia algo errado quando o então menino de sete anos Gerson começou a comer comida do lixo do colégio.

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Verônica Oliveira então foi para a casa de Gerson, onde ele vivia com a mãe, os avós e quatro irmãos. E ela ficou chocada com o que presenciou na residência. “Quando eu entrei na casa, eu falei assim: minha gente, que cheiro de p0dre é esse? Cheiro de carne p0dre. Daí ele falou: ‘devem ser os bichinhos de vovó’. E ai quando eu entrei, que eu olhei embaixo da cama, ela pegava ossos na feirinha e escondia embaixo da cama. E ai eu me desesperei, eu falei: ‘não, essa criança não tem condições de voltar para essa casa’”, contou a conselheira para o Fantást1co.

A mãe e os avós tinham o diagnóstico de esquizofrenia. Gerson e seus quatro irmãos foram afastados deles. Os quatro irmãos de Gerson foram adotados, apenas ele não foi. Vaqueirinho começou a mudar de lar em lar.

Chegou a morar com o pai por quatro meses. Mas depois deste período, o pai não quis mais ficar com ele. A avó paterna tentou assumir a guarda do rapaz depois disso. “Mas ai não havia uma afetividade do Gerson com essa avó. Houve discussões com agressividade de um com o outro”, explicou Luana Ramos de Oliveira, diretora do CAPS infantojuvenil Cirandar para o Fantát1co.

Tentaram então colocar o menino para viver com famílias acolhedoras, que recebem estas crianças e jovens em troca de uma quantia em dinheiro paga pelo governo. Mas ele fugia destas residências e tentava ficar novamente com a mãe.

A conselheira tutelar Verônica comoveu ao falar como foi um destes encontros de Vaqueirinho com sua mãe. “Quando ele entra na casa, a mãe pede para ele sair. Ela fala: ‘eu não sou mais sua mãe’. Vá com a moça e ele se agarrava a mãe e falava: ‘mas você é minha mãe’”.

A prima de Gerson, Icara Menezes, também tentou ajudá-lo. Ela não podia recebê-lo em sua casa porque já tem muitas demandas com seu filho que é autist4. “Ai perguntaram a mim porque eu não ajudei. E ajudei muito! Eu tenho um projeto que eu dou alimentação a moradores de rua e a pior parte para mim era encontrar ele na rua”.

A prima ainda contou por que o apelido do rapaz Gerson era Vaqueirinho. “O apelido de Vaqueirinho é porque ele cuidava dos cavalos que ele pegava no meio da rua, no sol, andava, cuidava, ajudava, dava banho de rio e voltava”.

Revelação sobre a despedida do rapaz Gerson vem à tona

Quando entrou na jaula da leoa, o rapaz Gerson estava frequentando o CAPS, mas seu tratamento seguia sendo muito difícil. A conselheira tutelar Verônica Oliveira desabafou ao revelar o aband0n0 até mesmo no enterr0 de Vaqueirinho. “Ele foi enterrado numa cova rasa. Da mesma forma que foi o atendimento e o cuidado com ele, bem raso”, afirmou a conselheira para o Fantást1co.

Gerson foi diagnosticado com esquizofrenia, assim como sua mãe e sua avó. Porém, este diagnóstico veio tarde, apenas há pouco tempo. O psiquiatra Maximiliano Pucci foi quem chegou ao diagnóstico de esquizofrenia.

Ele explicou como o diagnóstico precoce poderia ter feito a diferença na vida do rapaz. “Ele dizia que queria ser policial e médico veterinário, ai eu perguntava qual era a diferença de médico para médico veterinário e ele dizia que médico veterinário cuida de mente. O diagnóstico dele poderia ter norteado uma tomada de decisões em termos de saúde pública”, afirmou o psiquiatra para o Fantát1co.

O rapaz Vaqueirinho quando era criança. / Reprodução Arquivo Pessoal
O rapaz Gerson quando ainda era criança. / Reprodução Arquivo Pessoal
O rapaz Vaqueirinho teve muitos abandonos
O rapaz conhecido como Vaqueirinho teve que lidar com muitas abandonos. / Reprodução Arquivo Pessoal
A mãe do rapaz Vaqueirinho na despedida a ele
A mãe do rapaz conhecido como Vaqueirinho na despedida a ele. / Reprodução Arquivo Pessoal

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