Os pais de dois dos adolescentes suspeit0s de terem tirado a vida do cão comunitário Orelha falaram pela primeira vez. Por meio de duas notas, eles saíram em defesa de seus filhos e afirmaram que os jovens não têm envolvimento com o caso.
O cão Orelha era um cachorro comunitário que vivia na região da Praia Brava em Florianópolis, Santa Catarina. Orelha tinha 10 anos, era muito dócil e era cuidado pelos moradores e trabalhadores da região. Ele era muito querido por todos.
Infelizmente, o cão Orelha foi vítim4 de um at4que crvel por um grupo de adolescentes. Estima-se que pelo menos quatro adolescentes participaram deste cr1me. Orelha foi encontrado agonizand0 por moradores da região. Ele foi levado ao veterinário, mas, infelizmente, foi necessário realizar a eutan4sia, dada a gravidade do caso. Orelha m0rreu no dia 15 de janeiro.
Imagens das câmeras de segurança revelaram os principais suspeit0s de envolvimento neste caso. A p0lícia está realizando as investigações.
Pais dos adolescentes vão responder pelo que aconteceu
Foi revelado pela p0lícia civil nesta terça-feira (27) que três adultos que são familiares dos adolescentes, provavelmente alguns dos pais, foram indiciados por coaçã0 de testemvnha. Tratam-se de três homens, sendo dois deles empresários e o outro um advogado.
De acordo com o delegado-geral da P0lícia Civil, Ulisses Gabriel, o inquérito sobre a coação no caso do cão Orelha já foi concluído. Estes homens teriam utilizado uma 4rma de fogo para coagirem um porteiro que testemunh0u o ocorrido. O objetivo destes homens era que o porteiro não relatasse o ocorrido para as autoridades.
Pais de dois dos adolescentes se pronunciaram
Por meio de notas, os pais de dois dos adolescentes se pronunciaram sobre este caso. Os pais negam que seus filhos tenham tido participação no caso. Em uma das notas, os genitores começaram dizendo: “Viemos a público manifestar nossa profunda tristeza com a associação do nosso filho ao caso de agressão contra o cachorro Orelha, ocorrido há algumas semanas na Praia Brava, em Florianópolis/SC. Afirmamos com absoluta segurança que nosso filho não teve qualquer participação nesse episódio e que nos somamos às pessoas que estão pedindo às autoridades o total esclarecimento do fato”.
Os pais ainda falaram sobre a criação de seu filho e valores. “Nossa família frequenta a Praia Brava há mais de 10 anos, jamais tivemos quaisquer problemas de convívio, pelo contrário, lá construímos muitas amizades nesse período e nos sentimos parte da comunidade. Somos uma família discreta, construímos nossa vida com muito trabalho, com valores que buscamos transmitir aos nossos filhos”.
Eles também alegam que seu filho não está em um dos vídeos que circula nas redes sociais. “Por isso, toda essa avalanche de informações desencontradas, acusações sem provas e ameaças de violência física à nossa família e amigos nos abala profundamente. Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra os autores da agressão. Nosso filho não está nele. Fotos sem relação com episódio são apresentadas como provas de crimes graves”.
Os pais ainda falaram sobre o fato de seu filho estar viajando de férias pelos Estados Unidos no momento. “O fato de nosso filho estar em viagem programada há muitos meses é transformado em algo suspeito, em fuga de responsabilidade. Nada disso procede, queremos que todo esse caso seja solucionado o mais rápido possível. Como pais, estamos assustados e preocupados com a repercussão e a gravidade das acusações que nossa família está enfrentando”.
Eles ainda concluíram com um pedido: “Pedimos à comunidade da Praia Brava e a todos que estão se manifestando sobre o caso que não repliquem informações levianas, que não cedam a julgamentos apressados, que, como nós, confiem que as autoridades farão o seu trabalho e trarão luz a esse acontecimento tão triste. De nossa parte, estamos colaborando com as autoridades e certos de que a verdade e a Justiça estarão ao nosso lado”.
Os pais de outro adolescente envolvido do caso também negaram a participação do filho no cr1me. “Nos últimos dias, nossa família tem vivido um pesadelo, um m4ssacre nas redes sociais, a partir da acusação injusta e absurda de que nosso filho teria participado de uma vi0lência contra o cão Orelha. Queremos afirmar com toda a veemência que nosso filho não tem qualquer relação com esse fato, não participou e não colaborou de nenhuma forma para que ocorresse”.
Eles ainda afirmaram que têm três cachorros. “Nossa família não aceita qualquer tipo de vi0lência, e os maus-tratos a animais nos dói profundamente, porque somos tutores de três cachorros que amamos – o Maui, de 9 anos, a Nana, de 7 anos, e a Coca-Cola, de 5 anos – sem falar naqueles que nos acompanharam ao longo dos anos, sempre como parte da família”.
Os pais ainda falaram o motivo do seu silêncio até agora. “Muitas pessoas nos questionaram sobre os motivos de termos ficado em silêncio até agora. Mas é muito difícil se manifestar enquanto nas redes sociais e em parte da imprensa se espalham fragmentos de vídeos indevidamente associados aos fatos e informações desconexas e não checadas, que levam a interpretações equivocadas, julgamentos precipitados e reações vi0lentas”.
“Para se ter ideia da desinformação, ao mesmo tempo em que acusam nosso filho, apresentam como evidências um vídeo no qual ele não aparece e fotos sem relação alguma com o fato. Locais onde teria ocorrido a agressão, pessoas envolvidas e supostas imagens variam conforme cada post. Nossos nomes, CPFs e endereços estão expostos por pessoas que sequer nos conhecem ou tentaram nos ouvir”.
Eles então voltaram a ressaltar a inocência de seu filho. “Entretanto, diante da gravidade dos ataques e das ameaças à integridade física da nossa família, decidimos nos manifestar para afirmar à sociedade que nosso filho é inocente e que confiamos que tudo será devidamente esclarecido pelas autoridades e na Justiç4”.
Os pais concluíram dizendo: “Nós também queremos que se faça Justiça para o Orelha. Repudiamos a vi0lência e os maus-tratos a toda e qualquer forma de vida. Pedimos a todos que reflitam o quanto de desinformação, falta de provas e agressões irresponsáveis estão nesses conteúdos que circulam nas redes e não compartilhem o que pode prejudicar e ferir pessoas inocentes, sobretudo menores de idade. Reiteramos que estamos à disposição das autoridades e colaborando para que a verdade sobre o que aconteceu com o Orelha venha a público o mais rápido possível”.





