Revelado o que houve com adolescente que tirou vida dos pais

Entenda o que houve com o adolescente e a namorada
Saiba o que aconteceu com o adolescente e a namorada. / Reprodução Arquivo Pessoal
Fique bem informado, nos siga no Google Notícias


Foi revelado o que aconteceu com o adolescente de 14 anos que tirou a vida dos pais e do irmãozinho, de apenas três anos. E também com a namorada dele de 15 anos que participou de tudo a distância. O delegado responsável pelo caso, Dr. Carlos Augusto, explicou onde os dois jovens estão, se já foram julgados e o que eles falam sobre o que fizeram.

O adolescente de 14 anos tirou a vida de seu pai Antônio Carlos Teixeira, 45 anos, de sua mãe, Inaila Teixeira, 37 anos, e do irmãozinho de três anos. O caso aconteceu em Itaperuna, interior do Rio de Janeiro.

O garoto tirou a vida dos pais e do irmãozinho no dia 21 de junho. Os investigadores descobriram a verdade sobre o que havia acontecido no dia 25 de junho, um dia após o rapaz e a avó materna terem ido na delegacia comunicarem o desaparecimento dos pais e do irmãozinho.

Em conversa com Beto Ribeir0, o delegado Carlos Augusto contou como o caso chegou até eles. “Chegou a avó materna e o garoto na delegacia comunicando um desaparecimento. Ai a policial tava fazendo a ocorrência e chegou para mim e falou: Doutor, tá ocorrendo uma coisa meio estranha, uma família que estaria desaparecida desde sábado que teriam socorrido o irmão menor de três anos que teria se engasgado com um caco de vidro. E eu achei aquilo muito estranho e a família sem dar notícia para ninguém”.

Fique bem informado, nos siga no Google Notícias


O delegado então contou qual foi sua primeira atitude: “Mandei minha equipe ir a hospitais de toda a região para saber notícias dessa família. Nesse dia eu nem conversei com o garoto, só analisei a ocorrência e determinei as buscas preliminares. Quem conversou foi o inspetor que fez a ocorrência inicial. Eu li e determinei essa busca nos hospitais”.

Após não encontrar qualquer notificação de entrada da família nos hospitais da região, na quarta-feira (25), o delegado e sua equipe de perícia foram para a residência. “Neste momento o menino estava na casa da avó e só foi abrir o imóvel para essa perícia. E quando a equipe chegou no local começou a indagar o menino sobre o que aconteceu. E quando viram o colchão do casal, viraram e passaram o luminol tinham marcas de s4ngue ali. E muito s4ngue e incompatível com um acidente doméstico. Ele tinha virado o colchão para esconder”, contou.

O delegado então falou sobre o momento que o adolescente confessou. “E ai acham a bolsa do menino com os dois celulares dos pais. E isso sem contar o odor fétid0 do imóvel. Porque a cisterna (onde os c0rpos estavam) ficava perto. Quando eu cheguei lá, senti o cheiro. Não teve como ele esconder durante muito tempo. Ele estava na casa com o tio. Estava isolado, protegido, porque até então era vítima”.

O Dr Carlos Augusto continuou: “O menino enquanto investigávamos estava tranquilo, aparentemente normal. Sempre frio. Inicialmente ele não quis falar. Mas quando eu cheguei (o delegado chegou depois da equipe) ele já havia confessado. Eu tive que explicar para ele a gravidade do que tinha acontecido. E extraímos a suposta participação de um terceiro”.

O delegado também relatou como foi a descoberta da participação da namorada do adolescente que vivia no Mato Grosso do Sul. “Um menino frio, só desviou o olhar quando eu falei da menina. quando ele desviou o olhar que eu percebi que ele estava mentindo, querendo proteger ela. Já entrei em contato com a polícia do Mato Grosso. E ai realmente a menina existia e foi explicado para a mãe a gravidade da situação e ela forneceu o computador que ela usava e a senha”.

Outro adolescente pode estar envolvido no caso

Com o acesso ao computador da garota, os investigadores descobriram as conversas dela com o adolescente. E ficou comprovado que a jovem ajudou a planejar e participou de forma virtu4l das execuções.

Além disso, também se descobriu que a mãe da garota seria a próxima vítima. “A gente conseguiu prevenir que m4tassem a mãe dela. Nas conversas tinha a conversa sobre ele ir pro Mato Grosso m4tar a mãe dela. O pai dela não porque ele iria trabalhar e sustentá-los. Por isso a nossa tese da ganância também, que m4taram também pela herança. E não vai receber (a herança) porque é considerado indigno quando m4ta os pais, mesmo sendo adolescente. Aplica-se a mesma lei para adolescentes. Ele não vai receber herança nenhuma”, destacou o delegado.

O delegado também revelou que acreditam que outro adolescente possa estar envolvido. “A gente desconfia que ela possa ter tido esse tipo de conversa com outra pessoa. Porque citam um outro perfil dela, a gente acredita que ela possa ter tido essas conversas com outras pessoas. O computador está vindo do Mato Grosso para cá para ser periciado. Porque lá ele não foi periciado porque a mãe forneceu uma senha e eles puderam ver as conversas assim. Agora vai passar por uma perícia mais aprofundada, tem um policial que tá fazendo uma série de cursos sobre isso e vai nos ajudar se tem algum outro tipo de conteúdo que mereça alguma atenção policial para saber se existem outras pessoas”.

O que aconteceu com o adolescente e sua namorada

O delegado também impressionou ao falar sobre o comportamento do adolescente. “Um menino inteligente, fazia curso de inglês, usava até palavras da medicina legal que eu como delegado demoraria a lembrar, por exemplo, usou a palavra carótida. Ele conta para os policiais que m4tou os pais e o irmão com um tir0 na cabeça. E os laudos comprovam isso. Foi um dispar0 em cada c4beça. Que os pais tomavam um remédio para dormir e ninguém ouviu”.

O Dr. Carlos Augusto então revelou que os dois adolescentes estão internados no momento, mas ainda não foram julgados. “Eles estão internados provisoriamente, ainda não foram julgados. Devem passar agora em agosto por uma audiência e ai vai ter o julgamento”, contou.

Ele ainda explicou que o julgamento será no Rio de Janeiro. “O julgamento é todo no Rio porque o fato foi no Rio. Ela vai ser julgada no Rio de Janeiro também, mas deve ser videoconferência. Ela só é internada porque o ECA fala que deve ser internada no local mais próximo da família. Provavelmente devem ser internados. A menina não confessou mesmo com as mensagens e ele confessou”, explicou.

Momento que adolescente foi detido no Rio de Janeiro
Momento em que o adolescente foi detido. / Reprodução
Adolescente do Mato Grosso junto com a mãe
A adolescente do Mato Grosso ao lado de sua mãe. / Reprodução
Patrocinado
Palavras-chaves
Compartilhe essa notícia