A tia materna e a avó materna das cinco crianças que partiram após sua mãe Gisele Oliveira tirar as suas vidas falaram pela primeira vez. Elas deram suas versões e impressionaram ao falarem sobre Gisele e tudo que aconteceu.
Gisele Oliveira tem 40 anos e é de Timóteo, Minas Gerais, e tirou a vida dos seus cinco filhos ainda bebês entre os anos de 2010 e 2023. Na realidade, as investigações descobriram que em 2008 ela ainda tentou tirar a vida do primogênito, mas não conseguiu. Em 2010, ela tirou a vida do seu bebê de 10 meses e do filho de dois anos, isto com o intervalo de apenas 32 dias.
Em 2019, Gisele tirou a vida da filha de um ano e do filho também de um ano, com um intervalo de dois meses e meio entre os cr1mes. E em 2023 ela tirou a vida do filho caçula de três anos. Foi a partir da m0rte do quinto filho em 2023 que os investigadores começaram a conseguir entender o que havia acontecido.
“Não é um trabalho fácil, é uma investigação que começou lá em 2010. Em 2010 tínhamos 2 h0micídios, mas não conseguimos definir a autoria. Em 2019 a polícia não teve acesso a essas m0rtes, não foi registrado um boletim de ocorrência. Então as autoridades p0liciais não tomam conhecimento do ocorrido em 2019. E em 2023 temos essa notícia através da administração do hospital que resulta em toda investigação e termina com a prisã0 dela requerida dois meses atrás. Em 2023, logo que iniciamos as intimações, ela já foge para Portugal e agora conseguimos efetuar a prisão dela naquele país”, explicou a delegada Valmira Teixeira.
Relato da tia deu início as investigações sobre a mãe
Foi justamente a partir da fala da tia materna das crianças que as investigações começaram. “No caso do filho de 2023, a tia chega no hospital e começa a bradar no hospital que já era a quinta criança! Isso chama a atenção da administração do hospital que aciona a p0lícia, ai que tivemos conhecimento e foi o trabalho de campo que nos levou a descobrir todo o caso”, explica a delegada.
Ainda de acordo com a delegada, a mãe usava sempre mesmo método para tirar a vida dos filhos. “As informações que temos em relação a essas mortes é que a investigada usava sempre o mesmo método, o mesmo modus operandi, ela diminuía a consciência das crianças, tanto que nossa segunda necrópsia de 2010, da criança de 10 meses, ela aponta para fenobarbital, medicamento depressor e a causa m0rte é asfixia por conteúdo gástrico”.
A delegada continuou a explicação: “Então concluiu depois de dezenas de pessoas ouvidas, muito prontuário analisado, trabalho realizado pela equipe de forma minuciosa, que a redução de consciência era feita através de sedativos, temos o fenobarbitral, comprovado, os demais casos estamos em busca de demonstrar quais (sedativos) eram utilizados. Mas ela reduzia o nível de consciência e asfixi4va essas crianças”.
Ela também disse: “Tanto que temos testemunhas que sustentam que uma das crianças foi encontrada com uma fralda inserid4 na b0ca e retirada logo antes da perícia. E a última criança que foi através dela que iniciamos as investigações, foi encontrada com o rosto virado pro sofá. Então, uma criança com a consciência reduzida com o rosto virado pro sofá, é f4tal que ela entre em óbit0. Esse trabalho foi feito durante mais de um ano”.
Além da tia, a avó das crianças também falou
Além do relato da tia que deu início a todas as investigações, a avó das cinco crianças, a mãe de Gisele Oliveira, também se pronunciou. Em conversa com a Rec0rdTV, a avó das crianças afirmou que estava muito assustada com toda a situação.
Ela também disse que as crianças m0rreram após Gisele lhes dar medicamentos. A avó ainda relatou que não entendia por que Gisele dava os medicamentos para as crianças, já que elas eram saudáveis. A avó também revelou que sua filha fazia tratamento com psicólogo e psiquiatra e depois parou este tratamento, mas ela não sabe o motivo.
A avó também disse: “Ela demonstrava que tinha cuidado com os filhos, mas depois a gente viu que ela não tinha. Se era uma boa mãe, era só na frente da gente. Porque uma mãe que dá remédios para os filhos…eu quase não convivia com ela dentro de casa, quase não ia na casa dela. Inclusive tem dois netos meus que m0rreram sem eu conhecer direito. O último, que é o Thiago, eu convivia porque eu que peguei da creche, um menino saudável, um menino que não tinha nada”.






