O veterinário que atendeu o cão Orelha após ele ter sido at4cado pelos adolescentes revelou em detalhes o que estes jovens fizeram. O cão comunitário Orelha partiu no dia 5 de janeiro, ele havia sido at4cado por um grupo de adolescentes na madrugada do dia 4 de janeiro. O caso aconteceu em Florianópolis, na região da Praia Brava.
Este caso está gerando grande repercussão em todo o país. Isto porque além da brut4lidade dos adolescentes com o cachorro idoso, que já tinha dez anos, também ocorreram outros cr1mes. A P0lícia Civil já confirmou que no dia seguinte a partida do cão Orelha, estes adolescentes tentaram af0gar outro cachorro, um caramelo.
Desta vez, o cachorro sobreviveu e, inclusive, depois foi adotado por um delegado. “Com relação aos cães, são fatos diferentes, em dias diferentes. Com relação ao cão Orelha, o laudo atestou lesões na região da cabeça compatíveis com instrumento contundente”, disse a delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi.
Ela continuou e falou do outro caso: “E outra situação com relação ao cão caramelo. Tudo acontece durante a noite, esse grupo de adolescentes que ficava pela rua na região da Praia Brava. Nós temos imagens deles pegando esse cão caramelo no colo e relato de testemunhas falando que eles arremessavam esse cão ao mar. Ele está bem e protegido foi adotado por um dos nossos delegados”.
Veterinário detalha o que aconteceu com o cão Orelha
A ativista Luísa Mell teve acesso ao laudo feito pelo veterinário que atendeu o cão Orelha. Neste laudo, o veterinário detalhe o que os adolescentes fizeram ao cachorro. O laudo diz: “No exame clínico apresentava lesão grave na região da cabeça, principalmente na face esquerda, com inchaço de grau grave, protusão media de olho esquerdo, sangrament0 bucal e nasal, e possíveis fraturas na mandíbula e maxilar”.
No laudo, o veterinário ainda escreveu: “(Orelha) Apresentava também ataxia generalizada (esta é uma disfunção neurológica caracterizada pela perda de coordenação motora e equilíbrio, fazendo com que o cachorro cambaleie, tropece ou caia) e bradicardia (redução da frequência cardíaca). Após procedimento básico de reverter o caso clínico, veio a óbit0”.
Adolescentes e pais vão responder pelo que fizeram ao cão Orelha
Dois dos adolescentes envolvidos no caso do cão Orelha já foram ouvidos pela p0lícia. Já outros dois estão viajando pelos Estados Unidos de férias. Quando estes jovens retornarem, eles vão prestar depoimento.
Três adultos já foram indiciados pelo cr1me de coação de testemunha. Eles ame4çaram um porteiro que havia testemunh4do o que os adolescentes fizeram. “Na data de ontem, a p0lícia civil de Santa Catarina deu cumprimento ao mandato de busca e apreensão nas residências de adolescentes suspeitos de maus tratos, tanto desses adultos que teriam coagido testemunhas. Foram apreendidos celular e eletrônicos que colaborarão com as investigações. Os adultos foram interrogados e três homens foram indiciados pelo crime de coação no processo. São familiares desses jovens sendo um advogado e dois empresários”, explicou a delegada Mardjoli Valcareggi.
A delegada ainda explicou que os celulares dos adolescentes foram apreendidos e são utilizados nas investigações. “Foram representações p0liciais feitas tanto pela delegacia de proteção dos animais quanto a delegacia de atendimento ao adolescente em conflito com a lei. O Ministério Público foi bastante célere e favorável as nossas representações. Da mesma forma o juízo da infância e juventude. O que aconteceu foi em relação aos adultos que seriam familiares dos adolescentes. Porque a juíza disse que tinha uma relação com eles. Então, foi designada outra magistrada. Pegamos os celulares dos adolescentes e foi quebrado o sigilo. O que não foi quebrado o sigilo foi dos adultos”.






