Conjuntivite em recém-nascido: causas e tratamento

Por: Bruna Romanini

Foto: Getty Images

A conjuntivite em recém-nascidos é muito grave e pode deixar o bebê cego, saiba como prevenir e tratar o problema

A conjuntivite em recém-nascidos ocorre quando a mãe está infectada com as bactérias gonococo e Chlamydia trachomatis, que são adquiridos por meio da relação sexual e causam gonorreia e clamídia. “Na mulher, essas bactérias podem iniciar um processo infeccioso no colo do útero e, se entrarem em contato com os olhos do bebê no momento do parto normal, podem causar conjuntivite bacteriana. O problema também pode ocorrer quando o pequeno nasce por meio da cesárea, isto porque em alguns casos, quando há ruptura da placenta, existe a chance de microorganismos subirem e contaminarem os olhos do bebê”, explica o pediatra e neonatologista Jorge Huberman.

Este problema é muito grave e os bebês que adquirem a conjuntivite causada pela gonococo, bactéria da gonorreia, podem ficar cegos em questão de horas.


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Prevenção e tratamento

A prevenção da conjuntivite causada pelas bactérias gonococo e clamídia é feita por meio do nitrato de prata aplicado no máximo até uma hora após o nascimento. “Ele é pingado no olhinho do recém-nascido e o excesso da medicação é removido com gaze. Não se deve lavar os olhos do bebê em seguida. Portanto, não se assuste se o bebê lhe for entregue com olhos e pálpebras ‘manchados’ pela medicação”, explica Huberman.

Algumas vezes, o uso do colírio de nitrato de prata não é 100% eficaz para evitar a conjuntivite. “Algumas clamídias são resistentes. Neste caso é preciso usar o nitrato associado a outros medicamentos”, observa Huberman.

Consequência do uso do nitrato de prata

O uso do colírio de nitrato de prata no recém-nascido pode causar uma conjuntivite química. “Isto leva a uma resposta inflamatória com efeito antibiótico secundário”, conta Huberman.

Muito pediatras e ginecologistas obstetras, inclusive aAcademia Americana de Pediatria recomendam o uso do colírio de nitrato de prata em todos os bebês, independente da mãe estar com gonorreia ou clamídia, doenças que causas a conjuntivite bacteriana no bebê.

Contudo, há outros ginecologistas obstetras e pediatras que consideram o uso do colírio desnecessário e invasivo quando a mãe não apresenta gonorreia ou clamídia. Converse com o seu ginecologista obstetra sobre se há ou não a necessidade do uso deste colírio.

Confira quais são os procedimentos desnecessários realizados no recém-nascido após o nascimento e que causam uma série de problemas na saúde deles quando feitos de forma rotineira nesta outra reportagem do portal BebêMamãe.com.

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