A hora é agora! Veja como vacinar as crianças contra o sarampo e a poliomielite

Por: Bruna Romanini



Foto: Reprodução Ministério da Saúde – Esclareça suas dúvidas sobre a vacinação contra o sarampo e a poliomielite

Todas as crianças de 1 ano a menores de 5 anos de idade devem tomar as vacinas contra o sarampo e a poliomielite

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo já começou. E é essencial que todos os responsáveis por crianças com idade entre 1 e menores de 5 anos de idade levem seus pequenos a uma unidade de saúde para serem vacinados. A campanha começou no dia 6 de agosto e vai até o dia 31 do mesmo mês. Mesmo crianças que já foram vacinadas devem vacinar novamente.

Veja como participar da campanha de vacinação

Participar da campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo é fácil. Se você é responsável por uma criança com idade entre 1 e menor de 5 anos, você deve levá-la a uma unidade de saúde para que seja vacinada contra essas doenças.

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É importante levar a caderneta da criança para que a situação vacinal seja avaliada e atualizada, caso necessário. Todas as crianças, até mesmo aquelas que já foram imunizadas contra essas doenças, devem comparecer à unidade de saúde durante a campanha.

O Dia D de vacinação será dia 18 de agosto, sábado, e neste dia unidades de saúde de todo o país irão funcionar para realizar a imunização de milhares de crianças.

Lembre-se que as vacinas são seguras e capazes de proteger as crianças contra doenças gravíssimas.

Risco das doenças retornarem

Você pode não se lembrar ou sequer ter presenciado, mas a poliomielite e o sarampo são doenças muito graves e que levam a grandes danos à saúde da criança. A pólio, inclusive, pode causar PARALISIA PERMANENTE dos membros.

O motivo de boa parte dos pais e responsáveis não se lembrarem de tais doenças é justamente a vacinação. Para se ter uma ideia, não há registros de casos de poliomielite no Brasil desde 1990 graças à vacinação.

Mas o fato dessas doenças terem se tornado raras NÃO significa que as vacinas não são mais necessárias. Muito pelo contrário. É essencial continuar com a vacinação justamente para que essas doenças não retornem.

Os agentes infecciosos que causam a pólio e o sarampo continuam em circulação em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar barreiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida.

E um dos países vizinhos ao Brasil, a Venezuela, enfrenta desde julho de 2017 um surto de sarampo, que, em 2018, já somam 727 casos confirmados até o momento. A situação sociopolítica e econômica enfrentada pelo país ocasiona um intenso movimento migratório que contribuiu para a propagação do vírus para outras áreas geográficas, incluindo o Brasil. Em 2018, até 1º de agosto, 280 casos de sarampo foram confirmados em Roraima e 742 casos no Amazonas, acometendo pessoas de diferentes faixas etárias. A vacinação é essencial para evitar novos casos da doença no Brasil.

A vacinação contra o sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Os sintomas são: febre alta, acima de 38,5°C, erupção e vermelhidão na pele, tosse, coriza, conjuntivite e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecida como sinal de koplik, que surgem de 1 a 2 dias antes do aparecimento das erupções na pele.

O esquema vacinal contra o sarampo para crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade envolve uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral). As vacinas são muito seguras e capazes de proteger as crianças contra doenças graves.

A vacinação contra a poliomielite

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas, e pode provocar paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

A doença permanece endêmica em três países, Afeganistão, Nigéria e Paquistão, com registro de 12 casos. Nenhum confirmado nas Américas. Como resultado da intensificação da vacinação, no Brasil não há circulação do poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990.

O esquema vacinal contra a poliomielite consiste em três doses com a vacina inativada poliomielite aos 2, 4 e 6 meses de vida e dois reforços com a vacina oral poliomielite, a famosa gotinha, aos 15 meses e aos 4 anos de idade. É importante ressaltar que os dois tipos de vacinas são muito seguros e vão proteger as crianças contra uma doença que causa paralisia e NÃO tem cura.

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