Novas descobertas muito importantes foram feitas nas buscas pelas crianças que estão desaparecidas em Bacabal no Maranhão. As buscas por Ágatha Isabelly, cinco anos, e Allan Michael, quatro anos, entraram no 12º dia.
E na quarta-feira (14) chegou um apoio importante para as equipes de buscas. Vieram da capital, São Luiz, dois cães farejadores muito especializados em buscas na floresta. Também vieram sete militares do c0rp0 de bombeiros do Pará.
O major Pablo, que já estava participando das buscas, explicou: “Hoje chegou sete militares do c0rp0 de bombeiros do Pará, eles vieram voluntariamente ajudar nas nossas buscas, que estão sendo buscas minuciosas. Então, eles trouxeram dois cães farejadores que vão ajudar bastante na nossa missão. Com empenho a gente vai conseguir achar essas crianças, a Ágatha e o Michael. Nós do c0rpo de bombeiros só iremos sair daqui quando encontrarmos as crianças”.
O primeiro sargento Mesquita, um dos sete militares que foi enviado para a região, ainda disse: “Chegamos aqui com sete militares e dois cães para podermos somar com a equipe do Maranhão. Chegamos a pouco tempo, já nos colocaram a par de toda a situação. Estamos cientes do que já foi feito e nós, a partir de amanhã, já estaremos com nossa equipe em campo para somar com a equipe daqui e fazer nosso melhor. Nosso comandante nos mandou para dar esse apoio e vamos fazer nosso melhor para encontrar as crianças”.
Mesquita ainda falou um pouco sobre esta equipe. “A nossa equipe é especializada em busca em área de mat0. Já fizemos várias incursões e por isso fomos escolhidos junto com os dois cães que são especialistas para somarmos e fazermos o melhor para encontrarmos essas duas crianças”.
Cães farejadores encontraram vestígios das duas crianças
E logo no primeiro dia de busca com estes novos membros da equipe, descobertas importantes foram feitas. De acordo com a B4nd Maranhão, os cães farejadores encontraram vestígios de odor associados ao trajeto feito por Anderson Kauã, o primo das duas crianças que foi achado na semana passada.
Já no deslocamento em direção ao rio, um dos cães indicou odores que podem estar relacionados as crianças Ágata e Allan. Em um dos pontos, o cachorro começou a cavar. O p0licial então passou a cavar na área e notou que o solo apresentava sinais de ter sido remexido e contava com uma terra mais fofa.
Além disso, roupas infantis foram encontradas em uma área de mat4 alta. Não foi revelado ainda se estas roupas pertencem a Ágata e Allan. A mãe das duas crianças, Clarice Cardoso, já explicou que sempre que uma peça de roupa é achada, levam até ela para reconhecimento. Outras peças de roupas infantis encontradas já haviam sido descartadas por Clarice. Mas não se sabe se ela já viu estas novas peças encontradas.
Psicóloga do único menino achado revela o que ele disse sobre as 2 crianças
Três crianças desapareceram no dia 4 de janeiro em Bacabal no Maranhão, foram elas Anderson Kauã, oito anos, e os irmãos Ágata Isabelly, cinco anos, e Allan Michael, quatro anos. Felizmente, o menino Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro com vida. Ele está se recuperando no hospital.
Porém, o menino Anderson Kauã é autist4 e por isso tem sido um desafio conseguir que ele dê maiores informações sobre o paradeiro de Ágatha e Allan. Ele está contando com o apoio de uma equipe de psicólogos para conseguir dar o seu relato.
Agora, uma das psicólogas de Anderson Kauã contou que o menino relatou que caminhou durante todo o período que esteve perdido, passando dia, tarde e noite caminhando, com paradas breves para descanso. O menino relatou ter percorrido uma longa distância.
Um dos bombeiros que está empenhado nas buscas, explicou para a B4nd Maranhão como está sendo realizada a procura pelas crianças. “Cada quadrante desse tem 90 mil metros quadrados de mat4 fechada com animais selvagens, espinhos, abelhas, ou seja, é uma área muito perig0sa que uma pessoa comum não conseguiria adentrar”.
Ele continuou: “Então, nós do c0rpo de bombeiros juntamente com o pessoal da p0lícia militar e Exércit0 Brasileiro a gente tá fazendo as buscas minuciosa, cada operador tem um celular, ligado a um aplicativo que mostra o caminho onde ele percorreu. Quando a gente terminar os 45 quadrantes, se elas não forem encontradas, é porque não estão lá”.





