A mãe que t0rtur0u a sua filha de apenas seis meses foi finalmente encontrada. Há quatro anos e nove meses foi descoberto que Ketlyn Di Cris Sampaio Vieira e seu companheiro e padrasto de sua filha, com João Victor Calazans do Carmo, cometeram diversas agr3ssões contra a bebê de apenas seis meses.
O caso foi descoberto após Ketlyn e o padrasto terem levado a bebê para uma unidade de Pronto-Atendimento em Praia Grande, litoral de São Paulo, em março de 2021. A bebê estava com diversos hematomas e a mãe e o padrasto alegaram que haviam sido causados por uma queda.
Porém, a médica que cuidou do caso, avaliou que a bebê tinha um feriment0 na clavícula e seis fratur4s nas costelas. Além disso, a médica também constatou um “calo ósseo” na neném, que indicou que a lesão no local teria ocorrido há mais de um mês. Ou seja, as lesões não correspondiam a uma simples queda.
Diante disso, a médica acionou o conselho tutelar e este, por sua vez, acionou a p0lícia. A mãe ainda tentou alegar que o calo ósseo poderia ter sido causado por um “apertão involuntário forte” que deu em sua filha. Mas seus argumentos não convenceram os médicos e nem os p0líciais.
Mãe e padrasto foram soltos pouco tempo depois
No dia 7 de março de 2021, a mãe Ketlyn e o padrasto João Victor foram pres0s em flagrante pelo cr1me de t0tura. A prisã0 de ambos chegou a ser convertid4 em preventiva. Contudo, eles foram soltos em julho de 2021.
Isto ocorreu após ter sido expedido um alvará de soltura que permitiu que o casal respondesse pelo cr1me em liberdade. No alvará, foi considerado que isto seria possível porque a vítim4, a bebê, já estava protegida sob a guarda de outros familiares.
Nova decisão sobre mãe e padrasto surge após quatro anos
Apenas em setembro de 2024 surgiu uma nova condenação para a mãe Ketlyn e o padrasto João Victor. Nesta ocasião, o juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande condenou o casal a nove anos e quatro meses de prisã0. O juiz também determinou a perda do poder familiar de Ketlyn em relação a filha que t0rtur0u. Não foi revelado se Ketlyn tem outros filhos.
A Defensoria Pública ainda entrou com um recurso contra esta sentença, mas a 8ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP manteve a decisão em janeiro de 2025. Os desembargadores Juscelino Batista, Luis Augusto de Sampaio Arruda e Sérgio Ribas foram unânimes ao manterem esta decisão.
O desembargador Juscelino Batista, que foi o relator do recurso, afirmou que a materialidade do cr1me foi revelada por meio de pr0vas, laudos médicos, fotografias e testemunh0s. “A criança vítima, a qual se encontrava sob os cuidados diretos dos apelantes à época dos fatos, apresentou feriment0s intensos em mais de uma ocasião, sem qualquer explicação plausível por parte dos recorrentes”, afirmou Juscelino Batista.
A mãe Ketlyn e o padrasto João Victor passaram a serem considerados procurados em outubro deste ano, ocasião em que a Justiç4 de São Paulo expediu um mandado de prisã0 definitiva após a condenação transitar em julgado. Ketlyn foi detida na manhã de terça-feira (02) em Praia Grande. O padrasto ainda não foi encontrado e é considerado f0ragid0.






